Infestação de caramujos africanos preocupa moradores em São Luís
Infestação de caramujos preocupa São Luís

Uma infestação de caramujos tem causado preocupação entre os moradores da Rua Projetada, localizada no bairro Olho d'Água, em São Luís. O problema, que persiste há mais de um ano, gera transtornos diários e acende um alerta para os riscos à saúde pública.

Rotina de limpeza e convivência com os moluscos

Diariamente, os residentes da região precisam retirar os caramujos das calçadas para tentar impedir que os moluscos invadam suas casas. Um morador, que preferiu não se identificar, relatou: "Esse caramujo eu coletei agora de manhã, e à tarde já tem de novo. A quantidade é imensa. Quanto mais você mata, mais aparece. É algo incrível".

Mesmo com a limpeza constante realizada pelos próprios moradores, os caramujos continuam surgindo em grande número. "A população de moluscos aumentou drasticamente. Principalmente no início da manhã, quando saímos de casa, encontramos caramujos na porta. Alguns vizinhos já os encontraram dentro de suas residências", afirmou outro morador.

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Problema antigo e riscos à saúde

Segundo os moradores, a infestação não é recente. Há mais de um ano, eles convivem com a situação e cobram providências das autoridades. "Há mais de um ano, enfrentamos essa infestação de caramujos. Isso prejudica toda a vizinhança. Estamos preocupados com as doenças que o caramujo africano pode transmitir. Infelizmente, continuamos em busca de socorro e não temos a quem mais recorrer", desabafou um residente.

Além do incômodo causado pela grande quantidade de caramujos, os moradores temem os riscos à saúde. O caramujo africano (Achatina fulica) pode transmitir parasitas que causam doenças graves em seres humanos, como a angiostrongilíase, que pode afetar o sistema nervoso central.

Orientações de especialistas e autoridades

De acordo com especialistas, o caramujo africano se alimenta de vegetação e restos orgânicos, incluindo fezes de outros animais. O perigo surge porque, ao ingerir fezes de ratos, por exemplo, ele pode carregar vermes e parasitas. Durante seu deslocamento, o molusco deixa um rastro de muco, que pode representar risco à saúde da população.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) informou que não é responsável pelo controle de caramujos, mas orientou a população a usar proteção nas mãos ao manusear os animais. Segundo a pasta, os caramujos devem ser colocados em uma solução com produto adequado por 24 horas. Em seguida, as conchas devem ser quebradas e descartadas no lixo comum.

Resposta da prefeitura

A TV Mirante procurou a Prefeitura de São Luís para comentar o caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Os moradores seguem aguardando uma solução para o problema que afeta a qualidade de vida na região.

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