Uma nova informação sobre o desaparecimento da psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto, na Inglaterra, foi divulgada pela amiga Liliane Silva, que a hospedava no Reino Unido. Segundo Liliane, Vitória teria sido vista dez dias após o último contato com a família e amigos, ocorrido em 3 de março. A revelação foi feita em um vídeo gravado quando o desaparecimento completou 50 dias, mas ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia de Essex.
Relato do avistamento
Liliane Silva contou que foi até a região da praia de Bradwell-On-Sea depois de receber informações de que um barco, no qual Vitória possivelmente estaria, havia se dirigido para lá. No local, encontraram uma triatleta chamada Fiona, que treinava para uma competição e não tinha conhecimento do caso. "Conversamos com essa pessoa no estacionamento da capela St. Peter's-on-the-Wall, que fica bem em frente à região em que o barco chegou", relatou Liliane. Fiona teria dito que viu uma pessoa exótica, com roupas semelhantes às descritas, e que a pessoa não respondeu quando foi cumprimentada. Além disso, não havia carro no estacionamento, o que chamou a atenção, já que a área é remota e de difícil acesso sem veículo.
"Aquela pessoa claramente não era da região, e ela claramente não estava vestida apropriadamente para o frio daquele dia, porque era um dia muito, muito cheio de neblina", reforçou Liliane. Inicialmente, Fiona não confirmou que a pessoa era Vitória, temendo criar falsas expectativas. Porém, ao ver uma foto recente da psicóloga, ela se emocionou e disse acreditar que realmente era Vitória.
50 dias de desaparecimento
O desaparecimento de Vitória completou 50 dias em 23 de abril. A Polícia de Essex não divulgou novas informações públicas nas últimas três semanas. As buscas físicas foram encerradas em 20 de março, e a investigação segue apenas com coleta de dados. A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, retornou ao Brasil no início de abril, enquanto o namorado Janilson permanece no Reino Unido, acompanhando o trabalho de um detetive particular contratado com recursos de uma campanha de financiamento online.
A polícia informou que parte dos dados bancários de Vitória já foi acessada, mas não trouxe novas evidências. A última movimentação financeira foi em 3 de março, quando ela pagou por um café e uma passagem de ônibus. Embarcações na região litorânea foram alertadas, e buscas marítimas foram realizadas. Dois corpos foram encontrados no mar, mas não relacionados ao caso. A principal hipótese da polícia é que Vitória esteja em terra firme.
Linha do tempo do desaparecimento
No dia 3 de março, Vitória saiu do campus da Universidade de Essex em Colchester e foi vista pegando um ônibus para Brightlingsea. Câmeras de segurança a flagraram na marina da cidade na madrugada do dia 4 de março, sendo essa a última imagem registrada. A polícia divulgou novas imagens em 1º de abril, mostrando Vitória em uma fazenda em Hurst Green às 14h35 do dia 3 e em uma área industrial perto de Copperas Road à 0h22 do dia 4.
Natural de Fortaleza, Vitória estava no Reino Unido desde janeiro, após participar de congressos no Marrocos. Ela planejava fazer um doutorado e estava hospedada com a amiga Liliane. No dia do desaparecimento, almoçaram juntas e combinaram de se encontrar à tarde, mas ela não apareceu. A mãe de Vitória contou que, na última ligação, a filha estava muito nervosa e disse que precisava ir, desligando o telefone.
A família arrecadou doações para custear a estadia no Reino Unido e contratar um detetive particular. As investigações continuam, e a polícia pede que qualquer informação seja reportada.



