O velório de Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, piloto do avião monomotor que caiu e atingiu um prédio residencial em Belo Horizonte (MG), começou por volta das 11h desta quarta-feira (6) em Munhoz de Mello, no Norte do Paraná. A cerimônia fúnebre ocorre no Centro de Convivência Luar do Sertão, e o sepultamento está marcado para as 17h no cemitério municipal da cidade.
Trajetória do piloto
Wellington nasceu em Colorado, também no Norte do Paraná, mas passou a infância e adolescência em Munhoz de Mello, onde viveu com a família. Ele realizou seus estudos de piloto no Aeroclube de Maringá entre 2022 e 2023. Atualmente, residia em Vitória da Conquista, na Bahia. O tio da vítima, Antônio Paulo Molinari, emocionou-se ao lembrar do sobrinho: "Não tenho palavras para expressar a dor. Um menino guerreiro, sonhador. Era o sonho da vida dele, sempre foi o desejo no coração dele. Lembro que um dia ele olhou para o céu, ainda menino, viu um avião passando e disse: 'Tio, eu ainda vou voar em um avião desse'. Ele se despediu da terra fazendo o que mais gostava".
Detalhes do acidente
O acidente ocorreu no início da tarde de segunda-feira (4) e foi registrado pelo Globocop. Além do piloto, outras duas pessoas morreram e duas ficaram feridas. A aeronave transportava quatro empresários do ramo de tecnologia e seguia para São Paulo após uma parada em Belo Horizonte. Estavam a bordo:
- Wellington Oliveira, piloto, 34 anos – morreu na hora;
- Fernando Souto Moreira, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), 36 anos – copiloto, também morreu no local;
- Leonardo Berganholi, empresário, 50 anos – morreu no hospital;
- Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, 25 anos – encaminhado em estado grave ao Hospital João XXIII;
- Hemerson Cleiton Almeida Souto, 53 anos – encaminhado em estado grave ao Hospital João XXIII.
Nenhum morador do prédio foi atingido. Todos foram retirados do edifício pelo Corpo de Bombeiros. O tenente Raul, dos Bombeiros, explicou: "A aeronave bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido residências. A estrutura do avião ficou projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos".
Investigação em andamento
Minutos antes da queda, o piloto comunicou à torre de controle que não conseguia ganhar altitude após a decolagem. A torre ofereceu prioridade para retorno ao aeroporto, mas o piloto informou que a aeronave não conseguia subir. Pouco depois, o avião caiu no estacionamento do prédio residencial. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar as causas. Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) estão no local coletando dados e preservando elementos para a investigação. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também investiga as circunstâncias do acidente.



