O professor Francisco Carlos Ribeiro, de 45 anos, morreu em um grave acidente na BR-343, ao colidir seu carro com um caminhão da coleta de lixo. A filha dele, Clage Yasmim Coelho, emocionada, declarou: “Ele era o melhor pai do mundo. Amo para sempre”. O acidente também vitimou um servidor terceirizado da limpeza urbana de Teresina, que estava no caminhão; até o momento, a identidade dele não foi oficialmente confirmada.
Velório e sepultamento
O velório de Francisco Carlos está sendo realizado no Ginásio Poliesportivo João Gayoso, no bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina, nesta quarta-feira (29). Familiares, amigos, alunos e ex-alunos participam da despedida, muitos carregando balões brancos em homenagem ao professor. O sepultamento está previsto para a manhã de quinta-feira (30).
Trajetória profissional
Francisco Carlos lecionava geografia no Centro Estadual de Tempo Integral (CETI) Antônio Freitas, em José de Freitas, e também em Piripiri, onde completava sua carga horária semanal. Além da docência, atuava como árbitro. Deixa esposa e dois filhos. “Ele amava dar aula. Era muito dedicado, cuidadoso e perfeccionista, de um jeito que eu nunca vi. Ele era um exemplo de homem. Não merecia que isso acontecesse”, afirmou a filha Clage.
Clage revelou que a mãe passou a noite tentando contato com o marido, mas a família só soube da morte na manhã desta quarta. “Minha mãe ligou a noite toda e mandou mensagens. Em algum momento, alguém atendeu e contou. Ele vinha para Teresina, para assistir à Missa da Misericórdia. A gente só não sabia que iria fazer uma missa para ele”, lamentou.
Homenagens de ex-alunos
A ex-aluna Kemilly Silva, de 18 anos, contou ao g1 que recebeu incentivo do professor para cursar geografia. Ela saiu de José de Freitas com outros 50 alunos e professores, de ônibus alugado, para participar da despedida. “Graças a ele, eu me identifiquei com a geografia. Ele dizia que eu tinha talento para ser professora e que ainda seria meu colega de profissão. Era a minha maior inspiração. Todos gostavam dele”, disse Kemilly.
O diretor do CETI Antônio Freitas, Areolino Francisco, também prestou homenagem: “Ele era um professor de excelência, trabalhava muito com tecnologia e era altamente comprometido com o que fazia”.
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.



