A Justiça do Piauí decidiu, nesta quarta-feira (29), submeter a júri popular o empresário Junno Pinheiro Campos de Sousa, acusado de causar o acidente que resultou na morte do arquiteto João Vitor Oliveira Campos Sales. O caso ocorreu na madrugada de 1º de julho de 2019, na Avenida Raul Lopes, Zona Leste de Teresina.
Acusação de homicídio doloso
O empresário poderá responder por homicídio doloso, com dolo eventual, ou seja, quando não há intenção de matar, mas assume-se o risco ao dirigir sob efeito de álcool. A data do julgamento ainda não foi definida.
Outro envolvido não será julgado
Walber Anderson Portela Mendonça, denunciado pelo Ministério Público do Piauí (MPPI) por supostamente dirigir o carro que participava de um racha com Junno e a vítima, não será julgado. A decisão judicial aponta falta de indícios suficientes de que ele estava em disputa de velocidade. O MPPI também o denunciou por fuga do local, mas o processo prescreveu após quatro anos.
Detalhes do acidente
João Vitor era passageiro do veículo conduzido pelo primo Junno. O carro bateu no meio-fio, saiu da pista, capotou e colidiu contra uma banca de revistas sob a Ponte Estaiada. A decisão judicial indica indícios de que Junno consumiu bebida alcoólica e dirigia em velocidade muito acima do permitido, perdendo o controle. Latas de cerveja foram encontradas no interior do automóvel. Além disso, o empresário teria feito modificações mecânicas no veículo para aumentar o desempenho, incluindo a remoção do sistema de airbag.
Consequências e depoimentos
João Vitor morreu no local, enquanto Junno ficou ferido. Após o acidente, Walber teria descido do carro, permanecido brevemente e ido embora sem acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a polícia. Em depoimento, a mãe da vítima afirmou que, apesar de primos, eles não tinham convivência íntima, mas se aproximaram após João Vitor prestar serviços de arquitetura para Junno, cerca de três meses antes do acidente.
Durante audiência de instrução, Junno e Walber permaneceram em silêncio. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos envolvidos.



