Expansão de Diablo 4 teve roteiro alterado após reação dos fãs
Diablo 4: roteiro de expansão mudou após reação dos fãs

Desde o lançamento de Diablo 4: Lord of Hatred no último dia 27, os jogadores do RPG de ação mergulharam na conclusão épica da história apresentada pela segunda expansão do game de 2023. No entanto, essa trama poderia ter sido completamente diferente. Sem revelar spoilers, a campanha do DLC leva ao confronto final entre o protagonista e Mefisto, o Senhor do Ódio, redimindo alguns personagens, despedindo-se de outros e resgatando favoritos dos fãs de jogos anteriores.

Mudanças significativas no roteiro

O arco narrativo principal permaneceu o mesmo desde o início, com a antagonista Lilith na abertura e o embate contra seu pai no final. Contudo, os detalhes do caminho percorrido variaram bastante. “Inicialmente, não tínhamos certeza de quantas expansões teríamos, mas essa sempre foi a história planejada”, explica Rex Dickson, diretor associado de game design da Blizzard, em entrevista ao g1. “Havia um rascunho inicial de ‘Lord of Hatred’ que mudou dramaticamente com base nas reações a ‘Vessel of Hatred’ (2024). O foco era muito maior no Oráculo e na Rainha Amazona. Ao ver o quanto as pessoas amaram alguns personagens, quisemos trazê-los de volta. Por isso, temos mais de Lilith e Mefisto agora.”

Novidades da expansão

Além da conclusão da história central, a nova expansão introduz duas classes selecionáveis – o heroico paladino e o sombrio bruxo –, um sistema de habilidades totalmente reformulado e diversas outras novidades. Essas adições fazem parte de um esforço contínuo para agradar a comunidade de Diablo 4, que os desenvolvedores dividem em dois grupos principais. Enquanto uma parcela considerável dos jogadores se interessa apenas pela história, a base do público é formada pelos participantes das temporadas, que trazem conteúdo inédito e pequenas tramas a cada poucos meses.

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O desafio é satisfazer tanto o aventureiro casual, com poucas horas semanais, quanto o hardcore, que em dias atinge o nível máximo. Essa foi a inspiração para os planos de guerra, uma das principais atividades do DLC. Disponível após a campanha, permite que o jogador escolha entre diferentes desafios e obtenha recompensas mais previsíveis. “Muita gente jogava apenas as hordas infernais repetidamente por achar que é a forma mais rápida de ganhar experiência”, afirma Dickson. “Os planos de guerra incentivam a fazer atividades variadas, desde a cidade subterrânea até as masmorras pesadelo. Assim, você consegue uma mistura equilibrada. Achamos que essa é a melhor forma de manter as pessoas jogando.”

O futuro da franquia

Com boa recepção da crítica e dos jogadores, Lord of Hatred se consolidou como uma conclusão satisfatória para a saga e uma base sólida para o futuro da série. A dúvida agora é se a Blizzard optará por uma nova trilogia de expansões – algo que iria além do que ocorreu com Diablo 2 e Diablo 3, que tiveram apenas um DLC cada – ou se partirá diretamente para um Diablo 5. “Poderíamos continuar produzindo expansões e pacotes com classes para sempre, e o público provavelmente estaria junto. Então talvez vocês vejam um pouco disso, dependendo das vendas de ‘Lord of Hatred’”, diz o desenvolvedor, com um sorriso. “Estamos guardando algumas coisas grandes para o futuro.”

2026 marca os 30 anos da franquia – embora haja debate se o primeiro Diablo foi lançado em dezembro de 1996 ou janeiro de 1997. A comunidade espera grandes novidades para os próximos meses. Para os ansiosos, Dickson faz mistério, mas pede que os fãs fiquem de olho na BlizzCon 2026, marcada para 12 e 13 de setembro. “A BlizzCon vai ser muito grande para nós. Esperem alguns anúncios surpresa gigantescos este ano.”

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