Projeto na Câmara pode acabar com multas em remarcação de passagens aéreas
Fim das multas em remarcação de passagens aéreas?

Um projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados pode alterar significativamente as regras para cancelamento e remarcação de passagens aéreas no Brasil, especialmente em situações como adiamento de concursos públicos, provas, eventos acadêmicos e compromissos oficiais. A proposta estabelece que os passageiros não precisarão pagar multas, taxas extras ou diferenças tarifárias quando a alteração da viagem ocorrer por motivos alheios à sua vontade. Embora ainda não seja lei, o texto avança no Congresso Nacional e pode beneficiar milhões de consumidores que atualmente enfrentam prejuízos ao precisar modificar uma viagem inesperadamente.

Quando o passageiro poderá remarcar sem multa?

A proposta prevê remarcação gratuita sempre que houver mudança oficial de:

  • concursos públicos
  • vestibulares
  • provas acadêmicas
  • eventos oficiais
  • cronogramas previamente divulgados

O consumidor precisará comprovar a alteração por meio de documentos oficiais.

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Documentos que poderão ser exigidos

Para solicitar cancelamento ou remarcação sem custos, o passageiro deverá apresentar documentos como:

  • edital atualizado
  • comunicado de adiamento
  • alteração de cronograma
  • cancelamento oficial do evento

O que acontece atualmente?

Hoje, as regras variam conforme a companhia aérea e o tipo de tarifa adquirida. Na maioria dos casos, o consumidor pode arcar com:

  • multa de cancelamento
  • taxa de remarcação
  • diferença tarifária
  • retenção parcial do valor pago

Tarifas promocionais costumam ter as regras mais rígidas, e não há garantia automática de cancelamento gratuito em casos de adiamento de concursos ou eventos. As empresas seguem as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e os contratos de cada tarifa. Por isso, especialistas recomendam verificar as regras antes da compra.

O que mais o projeto prevê?

Além da proteção ao consumidor, a proposta permite que as companhias aéreas busquem ressarcimento junto aos organizadores responsáveis pela alteração do evento. A medida busca evitar que o prejuízo recaia exclusivamente sobre o passageiro ou as empresas aéreas.

Projeto já está valendo?

Não. Apesar da aprovação inicial na Câmara, o texto ainda precisa passar por:

  • Comissão de Constituição e Justiça
  • novas análises legislativas
  • votação final no Congresso
  • sanção presidencial

Somente após essas etapas as novas regras poderão entrar em vigor.

O que fazer enquanto a lei não muda?

Especialistas orientam os consumidores a:

  • conferir as regras de cancelamento antes da compra
  • evitar tarifas extremamente restritivas
  • avaliar a contratação de seguro viagem
  • guardar documentos oficiais em caso de adiamentos

Em situações específicas, algumas companhias podem negociar alterações diretamente com o cliente, principalmente quando há mudanças oficiais comprovadas.

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