NASA revela imagens inéditas da Terra captadas pela missão Artemis II rumo à Lua
A NASA divulgou, na última sexta-feira, um registro visual extraordinário: as primeiras imagens em alta resolução do nosso planeta, capturadas pela tripulação da missão Artemis II durante sua trajetória rumo à Lua. As fotografias foram tiradas pelo comandante da expedição, Reid Wiseman, quando a cápsula Orion atingiu o ponto médio entre a Terra e seu satélite natural.
Um momento histórico para a humanidade
"Façam uma pausa com a tripulação da Artemis II enquanto observam o nosso planeta natal, visto através da janela da cápsula Orion. Somos nós, juntos, olhando para os astronautas que viajam até a Lua, em nome de toda a humanidade", escreveu a agência espacial em suas redes sociais, ao compartilhar as imagens que já estão disponíveis em sua galeria oficial.
Vale destacar que a Orion deixou a órbita terrestre na quinta-feira, iniciando assim sua jornada lunar e se tornando a primeira missão tripulada a alcançar a órbita da Lua em mais de 50 anos. Na sexta-feira, a cápsula estava posicionada a impressionantes 100 mil milhas (equivalente a 160 mil quilômetros) da Terra.
Marcos e recordes da expedição
Este marco faz dos quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do "planeta azul" desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972. Segundo a NASA, os tripulantes da Orion — o comandante Reid Wiseman e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch — estão em ótimas condições de saúde e com o moral elevado.
Esta missão lunar é histórica por múltiplas razões:
- É a primeira a incluir uma mulher, Christina Koch.
- Conta com um homem negro, o piloto Victor Glover.
- Inclui um canadense, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
Trajetória e objetivos científicos
Assim que chegarem próximos à Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto. A expectativa é que superem o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra em toda a história.
Após um voo de teste do foguete e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que ambos funcionem corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunissagem em 2028, na missão Artemis IV. As observações da tripulação poderão ajudar a agência a escolher o local de pouso da Artemis IV, que deve explorar o Polo Sul da Lua, uma região onde nenhum ser humano esteve até hoje.
O caminho de volta e os desafios finais
A trajetória seguida pela Orion é chamada de "retorno livre", o que significa que foi planejada para que a nave seja atraída pela gravidade da Lua e depois retorne naturalmente à Terra. A viagem de volta deve durar entre três e quatro dias e será marcada pela reentrada na atmosfera, um dos momentos mais perigosos da missão.
Após este processo crítico, a nave fará um pouso no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia, encerrando assim uma das expedições espaciais mais aguardadas das últimas décadas.



