Estudo revela: passaporte é o item mais contaminado durante viagens, superando celulares e sapatos
Passaporte é o item mais sujo em viagens, diz estudo

Passaporte lidera ranking de objetos mais contaminados em viagens, aponta pesquisa

Um estudo recente conduzido pela JRPass, com apoio de microbiologistas, revelou um dado surpreendente para quem viaja frequentemente: o passaporte é o item com maior concentração de bactérias durante deslocamentos, superando até mesmo celulares e sapatos, que costumam ser considerados os mais sujos. A pesquisa analisou diversos objetos comuns em viagens, incluindo malas despachadas, roupas, calçados e dispositivos eletrônicos.

Níveis alarmantes de contaminação no documento de viagem

De acordo com os resultados do levantamento, o passaporte apresentou o maior nível de contaminação entre todos os itens testados, registrando impressionantes 436 unidades formadoras de colônias, um indicador utilizado para medir a presença de bactérias e fungos. Em comparação, a bagagem despachada, por exemplo, teve apenas 97 unidades. Os especialistas envolvidos no estudo destacam que essa contaminação elevada ocorre porque o documento passa por inúmeras mãos ao longo da jornada.

"O passaporte acumula germes devido ao contato constante com superfícies e pessoas. Aeroportos e aviões são ambientes de alto contato, e cada manuseio pode transferir microrganismos", explicou o epidemiologista Brian Labus em entrevista à Reader’s Digest. O microbiologista Jason Tetro complementou, afirmando que o material do documento favorece esse acúmulo. "O papel resistente permite que bactérias se fixem com facilidade tanto na capa quanto nas páginas".

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Por que o passaporte é mais sujo que os sapatos?

Muitos viajantes podem se questionar como um documento pode ser mais contaminado do que os sapatos, que entram em contato direto com o chão e até com banheiros públicos. Segundo Jason Tetro, a explicação está na capacidade de retenção dos materiais. "Os calçados tendem a transferir microrganismos em vez de acumulá-los. Mesmo expostos a grandes quantidades, eles retêm apenas cerca de 1% das bactérias, o que justifica níveis mais baixos de contaminação".

Entre os microrganismos encontrados nos passaportes analisados estão Staphylococcus, E. coli, Corynebacterium, Klebsiella e Streptococcus. Tetro alerta ainda que, "se há bactérias, é provável que também existam vírus", aumentando os riscos à saúde dos viajantes.

Medidas simples para reduzir os riscos de contaminação

A boa notícia é que é possível minimizar esses perigos com ações práticas. Como o passaporte é fabricado com material resistente, ele pode ser higienizado com lenços umedecidos. A recomendação dos especialistas é deixá-lo secar completamente antes de guardá-lo novamente. Além disso, manter as mãos limpas durante a viagem é fundamental para reduzir a transferência de germes.

Outros pontos críticos de contaminação dentro dos aviões

O estudo também chama a atenção para outros objetos frequentemente negligenciados na limpeza dentro das aeronaves. Com base em relatos de comissários de bordo, a revista Travel+Leisure listou itens que merecem cuidado redobrado:

  • Cartão de instruções de segurança: considerado um dos itens mais contaminados.
  • Bandeja de refeições: concentra muitos germes devido ao uso constante.
  • Alavancas dos compartimentos de bagagem: raramente são higienizadas.
  • Capa dos assentos: nem sempre são trocadas ou limpas com frequência.
  • Puxadores das portas dos banheiros: acumulam microrganismos pelo uso intenso.

Diante dessas descobertas, a orientação final é clara: a higienização frequente das mãos durante a viagem pode fazer toda a diferença na prevenção de contaminações e na garantia de uma experiência mais segura e saudável.

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