Transformações físicas de Demi Moore: O que está por trás das mudanças?
Transformações físicas de Demi Moore: O que está por trás?

As recentes aparições da atriz Demi Moore reacenderam discussões sobre emagrecimento acelerado, perda de gordura facial e as novas gerações de liftings faciais. Apesar dos looks belíssimos e dos trabalhos recentes, como o filme I Love Boosters, ao lado de Keke Palmer, LaKeith Stanfield e Naomi Ackie, o que mais chamou atenção foi a mudança em sua aparência física.

Reações nas redes sociais

Nas redes sociais, usuários comentaram a aparente perda de peso da atriz e o chamado “rosto derretido”, expressão popular para descrever a perda de volume facial. Os comentários ganharam força no fim de fevereiro, quando Demi apareceu na primeira fila do desfile da Gucci, durante a Semana de Moda de Milão.

Possíveis causas da magreza

A magreza da atriz pode estar relacionada a diferentes fatores, como envelhecimento natural, alterações hormonais, dieta e exercícios. No entanto, a principal especulação nas redes gira em torno do possível uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, como Mounjaro e Ozempic. Esses medicamentos podem provocar perda de peso rápida e acentuada, reduzindo também a gordura que dá sustentação ao rosto. Com isso, a pele nem sempre consegue se adaptar na mesma velocidade à nova estrutura facial, deixando regiões como bochechas, mandíbula e área abaixo dos olhos com aparência mais flácida e “murcha”.

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Contexto estético atual

As especulações sobre a aparência de Demi surgem em um momento em que volta ao debate a valorização da magreza extrema como ideal estético. Para especialistas, a lógica por trás desse movimento está longe de ser inédita, mas ganha novas camadas em um contexto marcado pela ampliação do acesso a procedimentos estéticos e a medicamentos associados à perda de peso.

Lifting facial

Em 2024, outro detalhe chamou atenção nas redes: uma cicatriz próxima ao rosto de Demi que, segundo especialistas, poderia indicar a realização de um lifting facial. A repercussão aumentou porque a atriz também apareceu com traços mais esticados e rejuvenescidos. O mesmo debate tem envolvido nomes como Kris Jenner e Donatella Versace. A principal especulação é que essas celebridades tenham recorrido ao chamado deep plane facelift, uma técnica específica de lifting facial que ganhou espaço nos últimos anos.

Evolução dos procedimentos

Se antes procedimentos desse tipo eram associados a resultados artificiais, com pele excessivamente tensionada e traços endurecidos, hoje a proposta é outra. O avanço veio acompanhado de uma compreensão mais profunda sobre o envelhecimento da face. “Hoje sabemos que não existem só transformações na pele: há perda de gordura, absorção óssea, flacidez muscular… E o lifting moderno trata cada uma dessas camadas”, explicou a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em reportagem sobre a evolução dos liftings faciais.

O deep plane facelift atua nas estruturas mais profundas da face. Diferentemente das técnicas antigas, que apenas “puxavam a pele”, o procedimento reposiciona músculos, gordura e ligamentos faciais abaixo do chamado SMAS (sistema musculoaponeurótico superficial), uma camada profunda do rosto. Na prática, isso permite elevar as bochechas, suavizar o sulco nasolabial, redefinir a linha da mandíbula e melhorar a região do pescoço, com um resultado considerado mais natural e duradouro. Em reportagem do Daily Mail, especialistas também apontaram outros procedimentos estéticos que Demi teria realizado ao longo dos anos, incluindo mamoplastia, cirurgia nas pálpebras e retoques no nariz.

“Canetas” e a finalidade estética

Embora as chamadas “canetas” sejam aprovadas para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2, o uso com finalidade estética tem crescido e levantado preocupações entre especialistas. Isso porque os principais estudos sobre medicamentos como Ozempic e Mounjaro foram conduzidos em pacientes com essas doenças, grupos nos quais já existe uma compreensão mais clara sobre benefícios e efeitos colaterais. Nesses casos, médicos conseguem monitorar alterações metabólicas, sintomas gastrointestinais e possíveis complicações de forma mais estruturada.

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O cenário muda quando pessoas sem doenças crônicas passam a usar essas medicações apenas para fins estéticos. Ainda faltam estudos robustos capazes de comprovar a segurança desse uso no longo prazo nesse perfil de paciente. Entre os efeitos observados por especialistas estão perda importante de massa muscular, deficiências nutricionais e alterações hormonais.

Mercado paralelo e riscos

No Brasil, outro ponto de alerta envolve o mercado paralelo dessas medicações. Entidades médicas vêm chamando atenção para o aumento de medicamentos falsificados e fórmulas manipuladas. No caso dos produtos vendidos ilegalmente, como o chamado “Mounjaro do Paraguai”, especialistas destacam que não há garantias sobre composição, procedência ou até mesmo sobre o que realmente existe dentro das canetas. Já em relação aos manipulados, o debate gira em torno da ausência de estrutura e fiscalização equivalentes às exigidas da indústria farmacêutica, especialmente por se tratar de medicamentos de alta complexidade.