Alzheimer: neurologista explica sintomas, estágios e formas de prevenção da doença
Alzheimer: sintomas, estágios e prevenção explicados por neurologista

Alzheimer: neurologista detalha sintomas, estágios e formas de prevenção da doença

O Alzheimer se configura como uma doença neurodegenerativa marcada pela perda lenta e progressiva das funções cognitivas, tornando-se cada vez mais frequente com o envelhecimento da população, fase em que costumam surgir os primeiros sinais.

“Os sintomas geralmente aparecem a partir dos 65 anos, o que faz com que a doença seja mais comum em idosos. O Alzheimer ocorre com mais frequência em mulheres e provoca alterações no comportamento do paciente”, explicou o neurologista João Carlos Lobato Moraes em entrevista ao site Metrópoles.

Evolução da doença em três estágios distintos

A doença costuma evoluir de forma gradual, passando por três estágios bem definidos:

  1. Fase inicial: surgem lapsos de memória e mudanças sutis de personalidade que podem passar despercebidas.
  2. Estágio intermediário: o paciente passa a ter dificuldade para realizar tarefas simples do cotidiano e coordenar movimentos com precisão.
  3. Fase avançada: aparecem limitações significativas para executar atividades básicas, como cuidados de higiene pessoal e alimentação.

Sintomas iniciais que exigem atenção especial

Alguns sinais precoces devem ser observados com cuidado, pois podem indicar o desenvolvimento da doença:

  • Perda de memória recente de forma recorrente
  • Dificuldade para realizar tarefas do dia a dia que antes eram simples
  • Trocar objetos de lugar com frequência e não lembrar onde os colocou
  • Repetir a mesma pergunta várias vezes em curto espaço de tempo
  • Dificuldade para dirigir ou percorrer caminhos já conhecidos
  • Problemas para encontrar palavras e expressar ideias ou sentimentos
  • Alterações de comportamento, como irritabilidade, desconfiança sem motivo aparente, agressividade, passividade excessiva, interpretações equivocadas de estímulos visuais ou auditivos e tendência ao isolamento social

Importância do diagnóstico precoce e estratégias de prevenção

Embora o Alzheimer não tenha cura estabelecida, o diagnóstico precoce se mostra fundamental, pois permite retardar a progressão da doença e garantir melhor qualidade de vida ao paciente através de intervenções adequadas.

Segundo especialistas, alguns fatores de risco, como envelhecimento natural e histórico familiar, não podem ser evitados. No entanto, certos hábitos de vida ajudam a reduzir significativamente as chances de desenvolvimento da doença:

  • Praticar atividade física regularmente, mantendo o corpo ativo
  • Prevenir e tratar doenças cardiovasculares, com atenção especial ao controle da pressão arterial
  • Controlar diabetes e obesidade através de acompanhamento médico
  • Evitar o tabagismo e exposição a substâncias nocivas

O Alzheimer representa um desafio crescente para a saúde pública, especialmente em sociedades com populações cada vez mais envelhecidas, destacando a necessidade de conscientização sobre seus sinais e medidas preventivas.