STF forma maioria para derrubar lei de SC que proibiu cotas raciais em instituições públicas
STF derruba lei de SC que proibia cotas raciais em instituições públicas

Supremo Tribunal Federal forma maioria para suspender lei catarinense que proibia cotas raciais

O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, nesta quinta-feira (16 de abril de 2026), uma maioria expressiva de votos para derrubar a lei estadual de Santa Catarina que havia proibido a reserva de cotas raciais para o ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado. O julgamento, que ocorre no plenário virtual da Corte, foi iniciado na semana passada e já conta com um placar de 6 votos a 0 pela suspensão da norma controversa.

Ministros que votaram pela inconstitucionalidade da lei

Além do relator, ministro Gilmar Mendes, os seguintes ministros votaram para derrubar a lei catarinense:

  • Flávio Dino
  • Alexandre de Moraes
  • Dias Toffoli
  • Cristiano Zanin
  • Edson Fachin

O julgamento virtual está programado para ser finalizado nesta sexta-feira (17), consolidando a decisão que tem repercussões significativas para as políticas afirmativas no país.

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Ações protocoladas e contexto da lei

As ações que pedem o reconhecimento da inconstitucionalidade da norma foram protocoladas por entidades como o PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Lei 19.722 de 2026, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e sancionada pelo governador Jorginho Melo, permitia a reserva de vagas apenas para:

  1. Pessoas com deficiência
  2. Alunos oriundos de escolas públicas
  3. Critérios exclusivamente econômicos

Essa legislação excluía explicitamente os critérios raciais, gerando debates acalorados sobre igualdade e acesso à educação no estado.

Implicações da decisão do STF

A decisão do STF representa um marco importante na defesa das políticas de ações afirmativas no Brasil, reafirmando a constitucionalidade das cotas raciais como instrumento de promoção da equidade social. A suspensão da lei de Santa Catarina pode influenciar outros estados a revisarem legislações similares, garantindo que instituições de ensino públicas ou financiadas com recursos estaduais não possam vetar a reserva de vagas baseada em critérios raciais.

Esse julgamento destaca o papel do Poder Judiciário na proteção de direitos fundamentais e na consolidação de políticas inclusivas, assegurando que a educação seja um direito acessível a todos, independentemente de origem étnica ou racial.

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