Comissão de Itapeva conclui relatório final e marca julgamento para cassação da prefeita
Comissão conclui relatório e marca julgamento de prefeita de Itapeva

Comissão processante encerra investigação e marca julgamento que pode cassar prefeita de Itapeva (SP)

A comissão processante que apura denúncias contra a prefeita de Itapeva, no interior de São Paulo, Adriana Duch Machado (MDB), apresentou na última quinta-feira (16) seu relatório final, marcando o próximo passo no processo que pode resultar na cassação do seu mandato. A sessão de julgamento, onde os vereadores decidirão pela absolvição ou cassação, está agendada para esta quarta-feira (22), no plenário da Câmara Municipal.

Detalhes da investigação e processo

O processo teve início em 2 de fevereiro, quando o plenário da Câmara aprovou a abertura da investigação. Segundo informações da Câmara Municipal de Itapeva, ao longo da apuração, foram realizadas 16 reuniões, sendo oito ordinárias e oito extraordinárias, além de 13 oitivas, incluindo o depoimento da própria prefeita. A comissão também analisou diversos documentos, encaminhados tanto pela defesa quanto solicitados durante as investigações, com os advogados da prefeita tendo acesso integral aos trabalhos.

Conforme a Câmara, esta é a segunda denúncia apresentada contra Adriana Duch Machado, reforçando a gravidade do caso que agora chega à fase decisiva de julgamento pelos parlamentares municipais.

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Conclusões do relatório e votos divergentes

O relatório final foi elaborado pelo relator Marinho Nishiyama (Novo), que afastou parte das acusações, mas concluiu pela existência de irregularidades que, em seu entendimento, justificam a cassação do mandato. A vereadora Val Santos (PP) acompanhou o voto do relator, demonstrando apoio às conclusões apresentadas.

Entretanto, o presidente da Comissão Processante, Júlio Ataíde (PL), apresentou voto divergente, por entender que não há provas suficientes para a cassação. Ele defendeu a improcedência da denúncia, criando um cenário de disputa que será resolvido no plenário durante a votação.

Acusações e critérios para cassação

A acusação aponta possíveis infrações político-administrativas previstas no Decreto-Lei 201/67, em seis itens diferentes. No parecer final, a comissão considerou procedentes quatro dessas infrações, relacionadas ao:

  • Descumprimento do orçamento municipal
  • Prática de atos contrários à legislação vigente
  • Omissão na defesa de interesses do município
  • Conduta incompatível com o cargo de prefeita

As outras duas acusações foram descartadas durante a investigação. O voto em separado, por sua vez, não reconheceu irregularidades em nenhum dos pontos analisados, demonstrando a divisão entre os membros da comissão.

Processo de julgamento e possíveis desfechos

Durante a sessão de julgamento, cada uma das supostas infrações será votada individualmente pelos vereadores. Para que haja cassação do mandato, é necessário o apoio de dois terços da Câmara, o equivalente a 10 dos 15 votos disponíveis.

Caso esse número não seja alcançado em nenhuma das votações, a prefeita será absolvida e permanecerá no cargo. A sessão, que será aberta ao público, está marcada para começar às 17h, no plenário da Câmara Municipal de Itapeva, onde a população poderá acompanhar o desfecho deste processo que mobiliza a política local.

O julgamento representa um momento crucial na administração municipal, com potencial para alterar significativamente o cenário político da cidade, dependendo do resultado das votações entre os vereadores que compõem a casa legislativa.

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