Trump nega que montagem de IA o retratasse como Jesus e apaga post após críticas de blasfêmia
Trump nega imagem de IA como Jesus e apaga post após críticas

Ex-presidente dos EUA enfrenta polêmica por publicação com imagem gerada por inteligência artificial

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou categoricamente nesta segunda-feira, 13 de abril, que a montagem feita por inteligência artificial que divulgou em sua rede social Truth Social no domingo anterior o retratasse como Jesus Cristo. Em declarações à imprensa, Trump afirmou que a imagem representava ele como um médico da Cruz Vermelha, organização que apoia, e atribuiu a interpretação religiosa ao que chamou de "imprensa falsa".

Imagem polêmica e rápida remoção das redes sociais

A publicação, que mostrava Trump vestindo uma túnica branca semelhante à tradicionalmente associada a Jesus, com as mãos brilhantes abençoando um homem doente, foi removida pelo ex-presidente ainda na manhã de segunda-feira. O post havia sido feito horas depois de uma publicação crítica ao papa Leão XIV, qualificado por Trump como "fraco".

Na imagem gerada por IA, além da figura central, apareciam elementos como:

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  • A bandeira dos Estados Unidos ao fundo
  • A Estátua da Liberdade
  • Caças de guerra e gaviões
  • Figuras que pareciam representar divindades

A exclusão do conteúdo foi confirmada por veículos de comunicação norte-americanos, com o repórter Aaron Blake, da CNN Internacional, destacando que "até mesmo alguns aliados de Trump classificaram [a imagem] como blasfêmia".

Reações intensas de diversos setores políticos e religiosos

A polêmica imagem desencadeou uma enxurrada de críticas de figuras políticas, religiosas e até mesmo de membros da base de apoio tradicional de Trump. A ex-deputada Marjorie Taylor Greene foi uma das mais contundentes, afirmando que a representação "é mais do que blasfêmia, é o espírito do antiCristo".

Outras vozes influentes do movimento conservador norte-americano que se manifestaram contra a publicação incluem:

  1. O coapresentador da Fox News, Joey Jones
  2. Os ativistas conservadores Brilyn Hollyhand e Riley Gaines
  3. Políticos do Congresso como o deputado Jim McGovern

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, principal opositor político de Trump, reagiu à remoção do post com ironia: "Agora delete sua presidência". Em contrapartida, a influenciadora de extrema direita Laura Loomer, que também atua como conselheira de Trump, defendeu o ex-presidente, sugerindo que "pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar".

Contexto político-religioso e precedentes semelhantes

Trump, que não frequenta regularmente serviços religiosos, conquistou amplo apoio entre eleitores cristãos na eleição de 2024, incluindo 56% dos votos católicos segundo análise do professor Ryan Burge, da Universidade de Washington. Após sobreviver a uma tentativa de assassinato em julho de 2024, alguns apoiadores evangélicos interpretaram o fato como uma bênção divina.

Esta não é a primeira vez que o ex-presidente causa desconforto em sua base eleitoral cristã. Em maio de 2025, entre a morte do papa Francisco e o início do Conclave para escolha do novo pontífice, Trump republicou outra montagem de IA onde aparecia retratado como papa, gerando críticas semelhantes.

A Casa Branca não emitiu nenhuma declaração oficial sobre o caso até o fechamento desta reportagem, mantendo distância da polêmica envolvendo o ex-presidente e suas publicações em redes sociais.

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