Trump afirma que Israel não o convenceu a entrar em guerra contra o Irã e anuncia negociações
Trump: Israel não convenceu guerra contra Irã; anuncia negociações

Trump nega influência israelense e anuncia negociações com Irã em meio a tensões marítimas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, negando que Israel tenha sido um fator decisivo para a entrada dos EUA na guerra contra o Irã. Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou categoricamente que "Israel nunca me convenceu a entrar na guerra com o Irã", atribuindo a decisão aos acontecimentos de 7 de outubro e à sua posição histórica contra o armamento nuclear iraniano.

Acordo possível no Paquistão e ameaças de destruição

Simultaneamente, Trump revelou à rede Fox News que um acordo com o Irã poderia ser assinado ainda nesta segunda-feira no Paquistão, país que atua como mediador no conflito. Esta informação complementa declarações anteriores ao New York Post, nas quais o presidente mencionou que o vice-presidente JD Vance e uma delegação americana estavam a caminho de Islamabad para negociações.

No entanto, o tom não foi apenas diplomático. No domingo, 19 de abril, Trump havia ameaçado destruir "todas as usinas elétricas e todas as pontes do Irã" caso as conversas fracassassem, demonstrando a volatilidade das relações entre os dois países.

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Irã mantém cautela e exige condições para diálogo

Do lado iraniano, o Ministério das Relações Exteriores adotou uma postura mais reservada. O porta-voz Esmail Baqai declarou que não há planos concretos para a próxima rodada de negociações e que nenhuma decisão foi tomada, acusando Washington de não levar o diálogo a sério. A imprensa iraniana destacou ainda que a suspensão do bloqueio naval americano é uma condição prévia essencial para qualquer conversação.

Interceptação de navio cargueiro aumenta tensões

As declarações diplomáticas ocorrem em um contexto de escalada militar. O Comando Central do Exército dos EUA divulgou um vídeo mostrando militares americanos entrando no navio cargueiro iraniano Touska, interceptado no Golfo de Omã no domingo. Segundo Trump, a embarcação tentou furar o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e foi atingida após desobedecer ordens de parada.

"Temos controle total do navio e estamos verificando o que há a bordo", afirmou o presidente, destacando que o Touska estava sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA por atividades ilegais anteriores. O Irã classificou o ataque como violação do cessar-fogo e prometeu uma resposta, informando que o navio saíra da China com destino a um porto iraniano.

Cenário complexo no Estreito de Ormuz

A interceptação ocorre em meio a disputas sobre o tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz. Na sexta-feira, 17 de abril, o Irã anunciou a reabertura total da rota, mas voltou atrás no sábado, citando o bloqueio naval americano. No mesmo dia, a Guarda Revolucionária iraniana atirou contra dois petroleiros indianos na região, ação que Trump criticou publicamente como "violação total do nosso acordo de cessar-fogo".

Enquanto isso, Trump expressou otimismo sobre os resultados do conflito, comparando-os aos da Venezuela e afirmando que "os resultados no Irã serão incríveis". Ele sugeriu ainda que, com uma mudança de regime, o país poderia ter um futuro próspero, reforçando sua retórica característica sobre a questão nuclear iraniana.

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