Trump assina decreto para endurecer regras do voto pelo correio nos EUA
Trump endurece regras do voto pelo correio nos EUA

Trump endurece regras do voto pelo correio com novo decreto nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira, 31, um decreto que visa endurecer as regras do voto pelo correio no país. A medida determina que o governo federal crie uma lista de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada Estado, em um esforço para aumentar a segurança do processo eleitoral.

Detalhes do decreto e mudanças propostas

O texto do decreto estabelece que as cédulas de votação ausente sejam enviadas apenas a eleitores incluídos nas listas estaduais de voto por correspondência. Além disso, exige o uso de envelopes considerados seguros, que devem conter códigos de barras individuais para permitir o rastreamento das urnas. Essas alterações buscam reduzir riscos de fraude, segundo a justificativa apresentada pela administração federal.

Contexto político e críticas de especialistas

Especialistas em direito eleitoral avaliam que qualquer tentativa de impor mudanças aos sistemas eleitorais, que são tradicionalmente administrados pelos Estados, deve enfrentar contestação judicial imediata. Há anos, Trump sustenta, sem apresentar provas concretas, que sua derrota nas eleições presidenciais de 2020 foi resultado de uma fraude eleitoral generalizada.

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O presidente também defende regras mais rígidas para o voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato de novembro, quando o Partido Republicano tentará manter as estreitas maiorias no Congresso. Apesar das críticas ao modelo, Trump votou pelo correio em uma eleição especial na Flórida na semana passada. Questionado sobre a aparente contradição, afirmou que utilizou o método porque é presidente e tinha “muitas coisas diferentes” para fazer naquele momento.

Histórico de ações e pressão no Congresso

O presidente já havia usado decretos anteriores para orientar agências federais a auxiliar os Estados na verificação da cidadania de eleitores. Em tentativas passadas, Trump procurou impedir a contagem de cédulas recebidas após o dia da eleição — procedimentos que são tradicionalmente definidos pelos próprios Estados, conforme a autonomia eleitoral estabelecida na Constituição americana.

Atualmente, Trump vem pressionando o Congresso para aprovar uma lei que obrigue eleitores a apresentarem documentos que comprovem a cidadania americana no momento da votação. Essa proposta tem gerado debates acalorados sobre acesso democrático e segurança eleitoral, com críticos argumentando que pode dificultar o voto de minorias e grupos vulneráveis.

A medida reflete uma crescente polarização política nos Estados Unidos, onde o voto pelo correio se tornou um tema central nas discussões sobre integridade eleitoral. Analistas apontam que o decreto pode intensificar disputas legais e influenciar as estratégias dos partidos nas próximas eleições.

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