Trump desafia aliados a 'tomar' Estreito de Ormuz e critica inação de Reino Unido e França
Trump desafia aliados a 'tomar' Estreito de Ormuz

Trump desafia aliados a 'tomar' Estreito de Ormuz e critica inação europeia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, os países afetados pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, sugerindo que comprem combustível do governo americano ou 'criem coragem' para ir até o estreito e simplesmente tomá-lo. Em posts na rede Truth Social, o republicano criticou duramente a inação de aliados como Reino Unido e França, afirmando que as forças americanas 'não estarão mais lá para ajudá-los'.

Críticas diretas a aliados europeus

Em sua primeira publicação, Trump direcionou-se especificamente ao Reino Unido, que se recusou a se envolver na 'decapitação do Irã', oferecendo duas opções: 'Número 1, compre dos Estados Unidos, temos muito, e Número 2, criem alguma coragem atrasada, vão para o Estreito e simplesmente PEGUEM'. O presidente americano enfatizou que os países precisarão aprender a lutar por si mesmos, pois os Estados Unidos não estarão mais disponíveis para auxiliá-los indefinidamente.

Em uma segunda publicação, Trump acusou a França de impedir que aviões carregando suprimentos militares com destino a Israel sobrevoassem seu território. 'A França tem sido muito pouco útil em relação ao açougueiro do Irã, que foi eliminado com sucesso', escreveu o presidente, em aparente referência a Alireza Tangsiri, chefe da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, responsável pelo fechamento do estreito e morto na semana anterior.

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Crise energética global se intensifica

O Estreito de Ormuz, por onde transitam aproximadamente 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, permanece fechado desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã em 28 de fevereiro. Este bloqueio tem causado turbulências significativas nos mercados internacionais, com refinarias, depósitos de combustível e petroleiros ligados a nações árabes aliadas de Washington se tornando alvos de ataques iranianos.

Como consequência direta, o barril de Brent, referência mundial para o petróleo, disparou de cerca de US$ 60 antes da guerra para mais de US$ 100, atingindo picos próximos a US$ 120. De acordo com o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, entre 30% e 40% da capacidade de refino do Golfo Pérsico foram danificadas ou destruídas pelos ataques retaliatórios do Irã, criando um déficit estimado em 11 milhões de barris por dia nos mercados globais de petróleo.

Impactos de longo prazo e medidas emergenciais

Lescure alertou que a restauração das instalações danificadas pode levar até três anos, enquanto a retomada das operações das que foram fechadas urgentemente demandará vários meses. Diante desta crise, a Agência Internacional de Energia (AIE), vinculada à OCDE, já liberou 400 milhões de barris de suas reservas emergenciais e estuda a necessidade de uma nova liberação para estabilizar os mercados.

A postura agressiva de Trump reflete uma mudança significativa na política externa americana, com o presidente enfatizando que os aliados devem assumir maior responsabilidade por sua segurança energética. 'A parte difícil está feita. Vá buscar seu próprio petróleo!', concluiu o presidente em sua mensagem, deixando claro que os Estados Unidos não pretendem ser o único garantidor do fluxo de combustíveis na região.

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