Trump estabelece prazo para fim da guerra no Oriente Médio enquanto Irã rejeita negociações
Trump dá prazo para fim da guerra; Irã nega negociações

Conflito no Oriente Médio: Trump surpreende com prazo para fim da guerra

O presidente americano Donald Trump estabeleceu um novo prazo para o término da guerra no Oriente Médio, afirmando que o conflito pode acabar em "duas, talvez três semanas". A declaração foi feita na terça-feira, um dia antes de seu pronunciamento oficial à nação marcado para esta quarta-feira.

Ataques coordenados atingem instalações iranianas

Enquanto isso, ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel causaram danos significativos em complexos siderúrgicos iranianos. Segundo a agência de notícias Fars, as unidades de produção da Mobarakeh Steel Company, uma das maiores do Irã na província de Isfahan, sofreram "destruição significativa".

A subsidiária Sefid Dasht Steel, na província de Chaharmahal-Bakhtiari, também registrou perdas materiais importantes. Os ataques ocorreram em meio a uma onda de bombardeios em larga escala que atingiu inclusive a capital Teerã, onde explosões foram ouvidas em várias regiões da cidade.

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Irã mantém postura intransigente nas negociações

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, foi categórico ao afirmar que "não há motivos para negociar" com os Estados Unidos. Em entrevista ao canal Al Jazeera, o chanceler iraniano negou que Teerã tenha respondido à proposta de 15 pontos apresentada por Washington para um cessar-fogo.

A Guarda Revolucionária iraniana emitiu uma ameaça direta contra empresas americanas de tecnologia, incluindo Google, Intel, Meta e Apple, caso ocorram novos "assassinatos" de dirigentes do país. A declaração aumenta a tensão no já delicado cenário diplomático.

Consequências humanitárias e regionais do conflito

Os serviços de emergência iranianos confirmaram 14 feridos nos ataques a Teerã, incluindo uma menina de 11 anos em estado crítico. O conflito, que começou em 28 de fevereiro, já se espalhou por toda a região:

  • No Líbano, sete pessoas morreram em bombardeios noturnos contra posições do Hezbollah
  • Um cidadão de Bangladesh foi morto por estilhaços nos Emirados Árabes Unidos
  • Kuwait e Bahrein relataram incêndios em instalações após ataques atribuídos ao Irã
  • Um petroleiro foi danificado por um projétil na costa do Catar

Reação dos mercados financeiros internacionais

A possibilidade de um fim próximo para a guerra foi recebida com otimismo nos mercados financeiros. As bolsas asiáticas registraram altas expressivas:

  1. Bolsa de Tóquio: +4%
  2. Bolsa de Seul: +6%

Na Europa, as principais bolsas também abriram em forte alta, com Paris subindo 2,31%, Londres 1,11% e Frankfurt 2,87%. O petróleo recuou significativamente, com o barril de Brent caindo 5% para abaixo dos 100 dólares e o WTI registrando queda de 4%.

Declarações contraditórias e cenário político complexo

Enquanto Trump oscila entre "tom combativo e conciliador", o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar continuará, mesmo reconhecendo que os programas balísticos e nucleares iranianos não representam mais uma "ameaça existencial".

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que seu país tem "vontade necessária" para acabar com a guerra, mas exige "garantias necessárias" de que o conflito não será retomado. Israel, por sua vez, anunciou planos de manter tropas em partes do sul do Líbano após o conflito, o que gerou preocupação em Beirute e na ONU sobre uma possível "nova ocupação".

O discurso de Trump às 21h00 (22h00 em Brasília) desta quarta-feira promete trazer "uma importante atualização sobre o Irã", segundo anunciou a Casa Branca. As declarações do presidente americano serão cruciais para definir os rumos das próximas semanas neste conflito que já dura um mês e tem impactado a economia global.

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