Trump adia explicações sobre Ormuz, acusa Irã de chantagem e celebra acordo
Trump adia explicações sobre Ormuz e acusa Irã de chantagem

Trump adia explicações sobre Ormuz, acusa Irã de chantagem e celebra acordo

O presidente norte-americano, Donald Trump, adiou para mais tarde as explicações detalhadas sobre o fechamento do estreito de Ormuz, mas utilizou um discurso firme neste sábado para destacar que o Irã não pode chantagear os Estados Unidos. "Eles não podem nos chantagear", afirmou Trump, após reiterar que as negociações em andamento estão "indo muito bem" e continuam ativas.

Acusações e alegações sobre o conflito

O magnata também fez acusações diretas, declarando que autoridades iranianas "tentaram ser espertas, como fazem há 47 anos". Além disso, reforçou alegações polêmicas de que os Estados Unidos praticamente eliminaram a marinha, a força aérea e a liderança do Irã durante o conflito. "Teremos mais informações até o final do dia. Estamos dialogando e adotando uma postura firme", acrescentou, sinalizando que atualizações são esperadas em breve.

As declarações foram proferidas durante a assinatura de uma ordem executiva que flexibiliza restrições ao uso de terapias com drogas psicodélicas, evento que contou com a presença do streamer Joe Rogan, um dos principais defensores da medida. Esse contexto misturou temas de política externa e saúde pública em um único ato.

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Situação atual do estreito de Ormuz

Vale lembrar que o estreito de Ormuz voltou "ao seu estado anterior" de controle rigoroso neste sábado, após a recusa dos Estados Unidos em suspender o bloqueio aos portos iranianos. Segundo a emissora estatal iraniana IRIB, isso significa que a rota marítima "está novamente fechada e a passagem requer aprovação do IRÃ".

A decisão foi tomada depois de, na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Aragchi, ter anunciado que "a passagem de todos os navios comerciais pelo estreito de Ormuz" permaneceria "totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo". Trump reagiu pouco depois com uma mensagem em letras maiúsculas, afirmando que "O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL".

Troca de mensagens e acordo celebrado

Em outra publicação, também em letras maiúsculas, o presidente norte-americano alertou que "O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃ". Mais tarde, porém, Trump garantiu que Teerã "concordou em nunca mais fechar" a rota crucial.

"O Irã concordou em nunca mais fechar o estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!", escreveu, novamente em letras maiúsculas, destacando o que chamou de "UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!". Essa celebração marca um ponto de virada nas tensões recentes.

Contexto do conflito e impactos globais

As negociações têm como objetivo encerrar a guerra iniciada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com ataques contra Israel e países da região, além de bloquear o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de energia.

O conflito e o bloqueio do estreito geraram consequências significativas:

  • Os preços do petróleo subiram drasticamente, pressionando a economia global.
  • Temores de uma crise econômica global foram amplificados pela instabilidade.
  • A guerra causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.

O Líbano foi envolvido nos confrontos após ações do Hezbollah, que atacou Israel depois da morte do líder iraniano Ali Khamenei. Israel se recusou a incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. No entanto, após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah, mostrando a complexidade das mediações regionais.

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