Pentágono intensifica planos para possível operação militar em Cuba, revela jornal
Pentágono intensifica planos para operação militar em Cuba

Pentágono intensifica planos para possível operação militar em Cuba, revela jornal

O Pentágono está intensificando discretamente o planejamento de uma possível operação militar em Cuba, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorize uma intervenção na ilha. A informação foi revelada pelo jornal USA Today nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, com base em fontes familiarizadas com o assunto ouvidas sob condição de anonimato.

Contexto de tensão crescente entre Washington e Havana

A movimentação ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Havana, que se intensificou desde o início do ano, quando a Casa Branca passou a classificar Cuba como uma "ameaça" à segurança nacional dos Estados Unidos. Essa decisão foi acompanhada pelo endurecimento do cerco econômico à ilha, com a restrição do envio de petróleo, o que já impacta severamente o cotidiano da população cubana.

A escassez de combustível agravou a crise energética no país, levando a apagões prolongados que podem durar quase 18 horas diárias sem eletricidade. Mesmo com o foco recente na guerra com o Irã, Washington não esconde o interesse em promover uma mudança de regime na ilha, conforme declarado por Trump em pronunciamentos públicos.

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Declarações de Trump e resposta cubana

Em declarações recentes, o presidente Donald Trump afirmou que espera ter, em breve, a "honra" de "tomar Cuba, de alguma forma", acrescentando que "posso fazer o que quiser com Cuba". O republicano também indicou que o país pode se tornar um próximo alvo após o conflito no Oriente Médio, sinalizando uma possível expansão das operações militares americanas.

Do lado cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel respondeu com firmeza, afirmando que o país está pronto para responder a qualquer agressão. Em entrevista recente, ele declarou: "Vamos lutar, vamos nos defender e, se cairmos em batalha, morrer pela pátria é viver", demonstrando a disposição de resistência do governo cubano frente às ameaças externas.

Canais de diálogo e histórico de intervenções

Apesar da escalada de tensões, Washington e Havana ainda mantêm canais de diálogo abertos. Segundo a agência de notícias AFP, há conversas "muito preliminares" entre os dois países para tentar conter a crise. O secretário de Estado Marco Rubio, homem de confiança de Trump e de origem cubana, tem liderado as negociações com Havana e defendido mudanças políticas profundas no país.

A hipótese de uma intervenção americana em Cuba não é nova, remontando à Revolução de 1959, que levou Fidel Castro ao poder. Essa possibilidade voltou a ganhar força após a operação conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro, sugerindo um padrão de ação militar na região.

O planejamento do Pentágono, portanto, reflete uma estratégia contínua de pressão sobre regimes considerados adversários, com Cuba emergindo como um foco prioritário na política externa de Trump. A situação permanece em observação, com analistas alertando para os riscos de uma escalada militar que poderia desestabilizar ainda mais o Caribe e as relações internacionais.

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