Governo Trump afirma receber sinais positivos do Irã e aponta 'rachas' internas no regime
EUA recebem mensagens positivas do Irã e falam em 'rachas' no regime

Governo Trump afirma receber sinais positivos do Irã e aponta 'rachas' internas no regime

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, expressou nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, uma esperança renovada de diálogo com setores específicos do governo iraniano, revelando que Washington tem recebido mensagens positivas em caráter privado de interlocutores dentro da República Islâmica.

Diálogos privados e expectativas de mudança

Em entrevista ao programa Good Morning America da ABC News, Rubio afirmou que existem "rachas" internas significativas no regime iraniano e que o governo do presidente Donald Trump aguarda a ascensão de figuras com "poder de ação" que possam assumir o comando do país. "Temos esperança de que este será o caso", declarou o diplomata, acrescentando que há claramente pessoas no Irã conversando com os Estados Unidos de uma maneira que as autoridades anteriores não faziam no passado.

Rubio observou ainda que essa abertura se reflete em algumas ações que esses setores estão dispostos a realizar, embora tenha mantido um tom cauteloso sobre as intenções gerais do regime. "Evidentemente, eles não vão divulgar isso por meio de comunicados de imprensa; o que dizem a vocês — ou o que divulgam ao mundo — não reflete necessariamente o que estão nos dizendo em nossas conversas", sustentou o secretário de Estado durante a conversa com a emissora americana.

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Críticas duras e ameaças militares

Apesar do discurso diplomático, Rubio não poupou críticas ao governo de Teerã, descrevendo seus líderes como "lunáticos" e "fanáticos religiosos" que nunca deveriam ter acesso a armas nucleares devido a uma visão apocalíptica do futuro. O regime iraniano, por sua vez, nega consistentemente qualquer intenção de desenvolver armamento nuclear, um ponto central das tensões na região.

Em paralelo às conversas privadas, o presidente Donald Trump reforçou a retórica belicista, ameaçando "explodir" a ilha iraniana de Kharg — principal terminal de exportação de petróleo do país — caso os diálogos fracassem. Essa declaração agressiva ocorre no contexto de um significativo reforço militar americano no Oriente Médio, com o envio de mais 7 mil soldados na última semana, elevando o contingente total para aproximadamente 50 mil militares.

Contexto regional e posicionamento estratégico

Os comentários de Rubio surgem poucas horas após Trump afirmar que o Irã já havia passado por uma "mudança de regime" desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel há um mês. O presidente americano também mencionou que seu governo está dialogando com "um grupo de pessoas totalmente diferente" no Irã, descrevendo esses interlocutores como "muito razoáveis" em comparação com a liderança pública.

Em entrevista à emissora Al Jazeera, Rubio garantiu que existem "mensagens e algumas conversas diretas em andamento" entre certos setores dentro do Irã e dos Estados Unidos, observando que a comunicação ocorre principalmente por meio de intermediários, mas com algum contato direto. Essa abordagem dual — combinando diplomacia secreta com pressão militar aberta — reflete a complexa estratégia da administração Trump para lidar com um dos seus principais adversários geopolíticos.

O cenário permanece volátil, com Teerã enfrentando não apenas pressão externa, mas também divisões internas que Washington espera explorar para alcançar seus objetivos de segurança regional, particularmente em relação ao programa nuclear iraniano e à estabilidade no Oriente Médio.

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