China supera EUA em aprovação global pela primeira vez em quase 20 anos, aponta pesquisa Gallup
China supera EUA em aprovação global pela primeira vez em 20 anos

China supera Estados Unidos em aprovação internacional pela primeira vez em quase duas décadas

Um levantamento histórico realizado pela Gallup em mais de 130 países revelou uma mudança significativa na percepção global das grandes potências. Pela primeira vez em quase vinte anos, a China ultrapassou os Estados Unidos em termos de aprovação internacional, marcando um ponto de virada nas relações geopolíticas mundiais.

Dados revelam inversão na liderança de imagem global

De acordo com o estudo abrangente, 36% dos entrevistados em todo o mundo aprovam a liderança chinesa, enquanto apenas 31% avaliam positivamente a atuação dos Estados Unidos. Esta diferença de cinco pontos percentuais representa a maior vantagem já registrada para Pequim desde o início da série histórica de pesquisas.

O resultado reflete movimentos simultâneos e opostos nas percepções globais. Enquanto a avaliação dos Estados Unidos caiu drasticamente de 39% em 2024 para 31% em 2025, retornando a níveis historicamente baixos, a China avançou consistentemente de 32% para 36% no mesmo período.

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Queda acentuada entre aliados tradicionais dos EUA

A deterioração da imagem americana foi particularmente intensa entre países tradicionalmente aliados, incluindo membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O relatório da Gallup destaca casos alarmantes como o da Alemanha, onde a aprovação da liderança dos Estados Unidos despencou impressionantes 39 pontos percentuais.

Analistas internacionais associam essa queda vertiginosa a um ambiente de maior instabilidade geopolítica e a decisões recentes de política externa de Washington, que vêm gerando atritos significativos com parceiros históricos. A percepção de unilateralismo e imprevisibilidade na política externa americana tem contribuído para essa erosão de confiança.

Contexto geopolítico amplia disputa por influência

Embora os dados se refiram especificamente ao ano de 2025 e não incorporem eventos mais recentes de 2026, o levantamento indica uma tendência estrutural mais ampla: a crescente disputa por influência global entre Washington e Pequim em um cenário de fragmentação política e econômica mundial.

Nos últimos anos, a China tem ampliado sistematicamente sua presença internacional através de investimentos estratégicos em infraestrutura, comércio bilateral e desenvolvimento tecnológico, especialmente em países emergentes e em desenvolvimento. Esta expansão calculada contrasta com os desafios enfrentados pelos Estados Unidos para manter sua liderança tradicional em meio a disputas comerciais complexas, conflitos diplomáticos multifacetados e pressões políticas internas significativas.

Implicações diplomáticas e econômicas globais

A mudança na percepção global tem implicações diretas e profundas para a diplomacia internacional e a economia mundial. Países tradicionalmente aliados dos Estados Unidos podem começar a revisar estratégias de alinhamento político, enquanto nações em desenvolvimento tendem a diversificar parcerias internacionais, ampliando relações econômicas e diplomáticas com a China.

Especialistas em relações internacionais apontam que a disputa por influência não se limita mais aos campos militar ou econômico tradicional, mas envolve também a construção cuidadosa de imagem pública e confiança internacional, fatores que se tornam cada vez mais decisivos em um mundo que caminha para um modelo multipolar de poder.

Disputa de narrativas e futuro da ordem global

O avanço da aprovação da China ocorre em um momento estratégico em que o país busca se posicionar como alternativa de liderança global, especialmente em temas críticos como comércio internacional, transição energética sustentável e governança multilateral. Simultaneamente, os Estados Unidos enfrentam o duplo desafio de reconstruir sua imagem externa deteriorada e reequilibrar relações com aliados tradicionais.

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O resultado da pesquisa da Gallup reforça conclusivamente que a disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo transcende indicadores convencionais de poder. Trata-se fundamentalmente de uma batalha complexa por legitimidade política, influência cultural e aceitação na percepção pública global, elementos que moldarão a ordem internacional nas próximas décadas.