A explosão de gás de cozinha ocorrida na última segunda-feira, 11, no bairro do Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, resultou em uma morte e três feridos. O acidente, provocado por uma intervenção da Sabesp, transformou-se na principal munição eleitoral do PT e de Fernando Haddad na corrida pelo governo paulista.
Críticas de Haddad à privatização
Nesta quarta-feira, 13, Haddad publicou um vídeo em suas redes sociais para criticar a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), responsável pela privatização da Sabesp. “Falta d’água, água suja, aumento das reclamações e das tarifas. E agora, uma tragédia. As reclamações contra a empresa subiram 70%. Enquanto isso, o lucro cresceu mais de 30%”, afirmou o ex-ministro da Fazenda.
Haddad também lembrou que Tarcísio, antes da privatização, garantiu em entrevista à TV Globo que a tarifa seria reduzida, mas o que se viu foi um aumento. “A privatização da Sabesp só foi boa para quem comprou a empresa. Para a população, ficou o prejuízo”, declarou. Ele concluiu: “Os paulistas merecem respeito, segurança e acesso digno à água. Esperamos que, diante dessa tragédia, o governo trate o patrimônio público e a vida da população com mais responsabilidade.”
Reação do governo estadual
Após a confirmação da primeira morte, o governador Tarcísio de Freitas convocou uma reunião de emergência no Palácio dos Bandeirantes com representantes da Sabesp, da Comgás — acionada após a perfuração provocada pela Sabesp para conter o problema — e da Artesp, agência reguladora de serviços públicos do estado. “Todos terão seus prejuízos ressarcidos e suas residências devidamente recuperadas. A Arsesp, empresa reguladora, já foi acionada para apuração das responsabilidades e devidas sanções”, disse o governador em suas redes sociais.
Parlamentares petistas se manifestam
Deputados do PT também criticaram o modelo de privatização. O deputado estadual Simão Pedro (PT-SP) afirmou: “A Sabesp privatizada só tem proporcionado graves problemas para os usuários desde que foi privatizada.” Já o vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Alencar Santana (PT-SP), declarou: “Quando privatizam sem responsabilidade, quem paga a conta é o povo. Esse é o ‘legado’ do bolsonarismo em São Paulo.”
Cenário eleitoral
Uma pesquisa divulgada pela Genial/Quaest no final de abril indica que Tarcísio tem chances de reeleição ainda no primeiro turno. O republicano aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% de Fernando Haddad. O percentual de indecisos e nulos beira os 27%, o que pode beneficiar o atual governador, que mantém altos índices de aprovação entre os eleitores paulistas.



