Cenário político de SC para 2026: cinco pré-candidatos disputam o governo do estado
SC 2026: cinco pré-candidatos disputam governo do estado

Cenário político de Santa Catarina para 2026: cinco pré-candidatos anunciados

A disputa pelo governo de Santa Catarina nas eleições de 2026 já começa a tomar forma, com cinco nomes oficialmente anunciados como pré-candidatos até o momento. O cenário político catarinense apresenta uma diversidade de perfis e partidos, embora ainda esteja em fase de articulação, com a oficialização das candidaturas prevista apenas para agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os cinco pré-candidatos em ordem alfabética

Atualmente, os pré-candidatos ao governo de Santa Catarina são:

  • Gelson Merísio (PSB)
  • João Rodrigues (PSD)
  • Jorginho Mello (PL)
  • Marcelo Brigadeiro (Missão)
  • Ralf Zimmer (PRD)

As eleições estão marcadas para 4 de outubro de 2026, com possível segundo turno em 25 de outubro, caso seja necessário. Enquanto isso, as articulações políticas continuam intensas no estado, com alianças sendo formadas e estratégias sendo definidas.

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Perfil dos pré-candidatos

Gelson Merísio (PSB) anunciou sua pré-candidatura em 17 de abril. Ex-deputado estadual e duas vezes presidente da Assembleia Legislativa, o empresário natural de Xaxim iniciou sua carreira política em 1988. Sua candidatura conta com apoio de partidos de esquerda como PDT, PT e PSOL, e tem como vice Ângela Albino (PDT). Merísio já concorreu ao governo em 2018 pelo PSD, sendo derrotado no segundo turno.

Jorginho Mello (PL), atual governador do estado, busca a reeleição e anunciou sua pré-candidatura em 23 de janeiro. Com amplo apoio da direita em Santa Catarina, Mello terá papel importante nas campanhas de Flávio Bolsonaro à Presidência e Carlos Bolsonaro ao Senado. Natural de Ibicaré, já ocupou cargos como vereador, deputado estadual, deputado federal e senador. Como vice, anunciou Adriano Silva (Novo), então prefeito reeleito de Joinville.

João Rodrigues (PSD) renunciou ao quarto mandato como prefeito de Chapecó para concorrer ao governo. Confirmou sua pré-candidatura em 26 de março, com apoio de legendas de centro e direita como PP e União Brasil. Empresário e comunicador, foi vice-prefeito e prefeito de Pinhalzinho, deputado estadual, deputado federal e secretário estadual de Agricultura. Foi eleito prefeito de Chapecó em 2004, reeleito em 2008, vencendo novamente em 2010 e reconduzido em 2014.

Marcelo Brigadeiro (Missão) é empresário e ex-lutador de MMA, pré-candidato pelo partido Missão, criado em 2025 a partir do Movimento Brasil Livre (MBL). Seu anúncio foi feito em dezembro, e a legenda deve concorrer sem apoio de outros partidos. Nascido no Rio de Janeiro, vive desde 2011 em Balneário Camboriú e concorrerá pela primeira vez ao cargo. Na vida pública, chegou a ser diretor na Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).

Ralf Zimmer (PRD), defensor público, anunciou em 2 de abril sua pré-candidatura pela federação Renovação Solidária, que reúne PRD e Solidariedade. Já concorreu ao governo em 2022 pelo PROS, somando 3.828 votos. Em 2020, ganhou notoriedade ao ser autor de um dos processos de impeachment contra o governador Carlos Moisés. Em 2020, concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSDB, ficando como suplente.

Panorama político em construção

O cenário político catarinense para 2026 ainda não está completamente definido, com articulações seguindo ocorrendo entre os partidos e pré-candidatos. A diversidade de perfis – desde políticos experientes como Jorginho Mello e João Rodrigues até novatos como Marcelo Brigadeiro – promete uma disputa acirrada. As alianças partidárias e definição de vice ainda podem sofrer alterações até as convenções em agosto, quando as candidaturas serão oficializadas perante a Justiça Eleitoral.

Santa Catarina, estado com tradição de disputas eleitorais competitivas, prepara-se para mais uma eleição importante que definirá os rumos do governo estadual pelos próximos quatro anos. A proximidade com as eleições presidenciais também deve influenciar as estratégias dos candidatos, que já começam a se posicionar em relação aos principais nomes da política nacional.

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