PSD oficializa Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República
O Partido Social Democrático (PSD), liderado por Gilberto Kassab, bateu o martelo nesta segunda-feira e confirmou oficialmente a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. A decisão partidária ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, de disputar o cargo nas próximas eleições. O partido também avaliou a possibilidade de lançar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mas optou por Caiado após deliberações internas.
Pronunciamento de Caiado e proposta de anistia
Em seu discurso de aceitação da pré-candidatura, Ronaldo Caiado afirmou que seu principal objetivo é pacificar o país e acabar com a polarização política que tem marcado o cenário nacional. Para alcançar essa meta, o governador de Goiás anunciou que defenderá uma anistia ampla, geral e irrestrita para todos os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo explicitamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta já gera debates intensos no meio político e jurídico.
Reações dentro do PSD à escolha de Caiado
O governador do Paraná, Ratinho Junior, que renunciou à pré-candidatura presidencial pelo PSD, manifestou apoio público à escolha de Caiado. Em publicação nas redes sociais, elogiou o colega de partido como "um homem aprovado como gestor, com trabalho reconhecido nacionalmente, sobretudo em áreas vitais como educação e segurança". Ratinho Junior destacou ainda que o entusiasmo de Caiado em servir seria "fonte de inspiração" para quem acredita num Brasil moderno.
Contudo, a reação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi bastante diferente. Sem mencionar diretamente Caiado, Leite criticou a decisão partidária em vídeo publicado nas redes sociais, argumentando que a escolha tende a reforçar a polarização política no país. A divergência expõe tensões internas no PSD quanto à estratégia eleitoral para as próximas eleições presidenciais.
Contexto político e judicial relacionado
Paralelamente à definição do PSD, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deu um prazo de 24 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro explique uma publicação em que Eduardo Bolsonaro afirma estar fazendo transmissão para o pai. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar com proibição de usar redes sociais. Caso fique configurado o descumprimento das medidas, Bolsonaro pode retornar ao regime fechado.
A deputada federal Talíria Petrone, do PSOL do Rio de Janeiro, enviou representação à Procuradoria-Geral da República pedindo justamente o retorno de Bolsonaro ao complexo penitenciário da Papuda. O caso ilustra como a questão judicial do ex-presidente permanece no centro do debate político nacional.
Outros desenvolvimentos políticos nacionais e internacionais
No âmbito internacional, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, expressou esperança de trabalhar com setores do governo iraniano, afirmando ter recebido mensagens positivas em caráter privado. Rubio mencionou "rachas" internos na República Islâmica, mas fez duras críticas a Teerã, insistindo que o objetivo é acabar com sua capacidade nuclear.
A embaixada dos Estados Unidos na Venezuela retomou operações após sete anos fechada, em meio à reaproximação do governo Trump com Caracas após a deposição de Nicolás Maduro. Na Argentina, a Justiça suspendeu grande parte da reforma trabalhista de Javier Milei devido a indícios de inconstitucionalidade, em ação movida pela Confederação Geral do Trabalho.
No Chile, o novo governo de José Antonio Kast suspendeu a regularização de 182 mil migrantes, cumprindo promessa de linha dura contra imigração irregular. Kast associa o aumento da criminalidade à chegada de migrantes no país.
Incidente aéreo em Guarulhos e concessão do Galeão
No Brasil, um avião da Delta Air Lines com destino aos Estados Unidos sofreu explosão na turbina logo após decolar do Aeroporto de Guarulhos, no domingo à noite. A aeronave precisou retornar para pouso de emergência, mas ninguém se feriu. Detritos causaram incêndio em vegetação próxima, exigindo atuação do Corpo de Bombeiros. O voo durou pouco mais de nove minutos antes do retorno seguro.
Em outro desenvolvimento aeroportuário, a empresa espanhola Aena venceu o leilão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) e ficará responsável pela operação até 2039. O lance final de R$ 2,9 bilhões representou ágio de 210,88% sobre o valor mínimo. Com esta aquisição, a Aena passa a administrar 18 aeroportos no Brasil, tornando-se a maior concessionária aeroportuária do país em número de terminais.



