Rodrigo Pacheco se filia ao PSB para disputar governo de Minas com apoio de Lula
Pacheco se filia ao PSB para governador de MG com apoio de Lula

Rodrigo Pacheco oficializa filiação ao PSB para disputar governo de Minas Gerais

O cenário político mineiro ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, com a filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, partido da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente do Congresso Nacional confirmou sua migração partidária para concorrer ao governo de Minas Gerais nas eleições de outubro, em um movimento que reorganiza significativamente o tabuleiro eleitoral do estado.

Cerimônia de filiação reúne lideranças nacionais

O ato de filiação foi realizado na sede nacional do PSB em Brasília, contando com a presença de importantes figuras políticas:

  • João Campos, presidente nacional do PSB e prefeito do Recife
  • Otacílio Costa Neto, presidente do diretório mineiro do partido
  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

A cerimônia, marcada para as 19h, simboliza a consolidação de uma aliança que vem sendo construída há meses, conforme evidenciado por fotografias públicas da semana anterior que mostravam Pacheco ao lado de Campos, Alckmin e outras lideranças do PSB.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Longo processo de negociação precede decisão

A decisão de Pacheco pelo PSB não foi imediata. O senador manteve meses de negociações com diversos grupos partidários, incluindo:

  1. União Brasil, principalmente através da figura de Davi Alcolumbre
  2. MDB, partido com tradição no cenário político nacional

Curiosamente, fontes próximas ao parlamentar revelam que inicialmente o PSB era o partido mais rejeitado por Pacheco, visto como excessivamente identificado com a esquerda – uma posição que não se alinharia com sua trajetória política. No entanto, a recente filiação de nomes associados à direita, como a ministra Simone Tebet e a senadora Soraya Thronicke, conferiu novo dinamismo ao projeto partidário.

Contexto político mineiro e realinhamentos

A saída de Pachedo do PSD já era esperada desde que o partido, presidido por Gilberto Kassab, filiou o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões, garantindo-lhe apoio para a disputa eleitoral. Pacheco mantém oposição declarada ao grupo de Simões, que possui ligações com o ex-governador e presidenciável Romeu Zema (Novo), acusando-os de adotar posições que considera antidemocráticas.

Com a entrada no PSB, uma das várias pontas soltas na política mineira começa a se resolver, organizando progressivamente o cenário eleitoral. Pesquisas de intenção de voto posicionam Pacheco em segundo lugar, atrás apenas do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), mas com a vantagem estratégica do apoio de Lula.

Composição de chapas e cenário eleitoral

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), principal liderança petista no estado, já é nome certo na chapa de Pacheco, disputando uma vaga ao Senado. Este movimento fortalece a aliança entre PSB e PT em Minas Gerais.

Do outro lado do espectro político, a candidatura de Cleitinho Azevedo permanece incerta, mas com possibilidades concretas de receber apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o que poderia reproduzir no estado a polarização observada em nível nacional.

Outros nomes relevantes na disputa pelo governo mineiro incluem:

  • Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte (PDT)
  • Mateus Simões, atual governador (PSD)

Este realinhamento partidário de Pacheco representa um momento decisivo na política mineira, com potencial para alterar significativamente as dinâmicas eleitorais nos meses que antecedem as urnas de outubro.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar