Nunes Marques relata pedido de Bolsonaro para anular condenação
Nunes Marques relata pedido de Bolsonaro

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para anular sua condenação a 27 anos e três meses de prisão. A condenação foi imposta pela Primeira Turma do STF, que considerou Bolsonaro culpado por envolvimento em uma trama golpista.

Detalhes do sorteio e da revisão criminal

A distribuição do pedido de revisão criminal ocorreu apenas entre os ministros da Segunda Turma do STF, uma vez que a ação penal original foi julgada na Primeira Turma. O ministro Luiz Fux foi excluído do sorteio por integrar o outro colegiado na época do julgamento. Assim, a definição do relator ficou entre os ministros Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

A revisão criminal é um instrumento jurídico utilizado para reavaliar condenações quando todos os recursos ordinários já foram esgotados. No caso, a defesa de Bolsonaro protocolou o pedido na última sexta-feira, solicitando a anulação total do processo ou a absolvição do ex-presidente.

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Argumentos da defesa

Os advogados de Bolsonaro alegam que houve irregularidades processuais e que a condenação foi baseada em provas insuficientes. Eles sustentam que o ex-presidente não participou de qualquer trama golpista e que as acusações são infundadas. A defesa também questiona a imparcialidade dos julgadores e a validade de algumas provas apresentadas durante o processo.

Caberá a Nunes Marques analisar o pedido e decidir se admite ou não a revisão criminal. Caso seja admitida, o mérito será julgado pela Segunda Turma do STF. A decisão do relator é aguardada com grande expectativa, pois pode ter implicações significativas para o futuro político de Bolsonaro.

Repercussão e próximos passos

A notícia do sorteio gerou reações diversas no cenário político. Apoiadores de Bolsonaro comemoram a possibilidade de revisão da condenação, enquanto críticos alertam para o risco de impunidade. O STF não divulgou prazo para a análise do pedido, mas especialistas avaliam que o processo pode se arrastar por meses.

Nunes Marques é conhecido por ter sido indicado ao STF por Bolsonaro em 2020, o que levanta questionamentos sobre sua imparcialidade. No entanto, o ministro já votou contra o ex-presidente em outras ocasiões, o que demonstra independência em suas decisões.

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