Governador interino do Rio exonera mais 94 servidores e amplia auditoria de R$ 81 bilhões
Interino do Rio exonera 94 e audita R$ 81 bi em contratos

Governador interino do Rio exonera mais 94 servidores e amplia auditoria de R$ 81 bilhões

O desembargador Ricardo Couto, que atua como governador em exercício do Rio de Janeiro, deu continuidade ao seu plano de "choque de gestão" com a exoneração de mais 94 funcionários vinculados a secretarias estaduais. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial na segunda-feira, 20 de abril de 2026, e faz parte de uma série de ações para promover transparência e eficiência na administração pública.

Economia de R$ 10 milhões mensais e combate a irregularidades

No total, Couto já promoveu mudanças em 638 cargos, com o objetivo de economizar aproximadamente R$ 10 milhões por mês. Entre os servidores afetados estão aqueles que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e foram designados para funções em localidades distantes de suas residências. Essa prática, comum entre funcionários públicos em cargos de chefia, permite que sejam afastados de suas funções enquanto continuam recebendo salários normalmente.

As exonerações também têm como alvo os chamados "funcionários fantasmas", indivíduos que figuram na folha de pagamento sem desempenhar atividades reais. Segundo apurações, Couto se reuniu com o ex-governador Claudio Castro (PL) para informar que seguiria com as medidas, ressaltando que não havia "nada de pessoal nas escolhas" e que o foco era promover um choque de gestão e transparência. Estima-se que cerca de 1,6 mil funcionários possam ser atingidos por essas ações.

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Auditoria abrangente e reestruturação administrativa

Paralelamente às exonerações, o governador em exercício determinou a realização de uma auditoria no Executivo estadual, incluindo empresas estatais. Quase 7.000 contratos, que somam impressionantes R$ 81 bilhões, serão analisados para verificar legalidade e eficiência. Além disso, Couto extinguiu três subsecretarias da Casa Civil:

  • Projetos Especiais
  • Gastronomia
  • Ações Comunitárias e Empreendedorismo

Essa reestruturação visa otimizar recursos e eliminar redundâncias na máquina pública. Para auxiliar na administração do estado, Couto nomeou oito novos auxiliares, a maioria egressa do Ministério Público e do Poder Judiciário, reforçando a expertise técnica na gestão.

Futuro político do Rio ainda em definição pelo STF

O cenário político do Rio de Janeiro permanece incerto, com o futuro da administração até o fim do ano dependendo de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros vão deliberar sobre questões cruciais:

  1. Se haverá nova eleição para governador
  2. Se a eleição será direta ou indireta
  3. Se o novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Douglas Ruas (PL), entra na linha sucessória

Ricardo Couto assumiu o cargo devido a uma dupla vacância – o estado não tem governador nem vice-governador em exercício – e suas ações buscam estabilizar a gestão enquanto aguarda definições jurídicas. O "choque de gestão" representa uma tentativa de restaurar a credibilidade administrativa e financeira do Rio de Janeiro em um momento de transição política.

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