VEJA visita porta-helicópteros francês Dixmude no Rio de Janeiro
VEJA visita porta-helicópteros francês Dixmude no Rio

A revista VEJA teve acesso exclusivo nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, ao Dixmude, um porta-helicópteros anfíbio da Marinha Nacional Francesa que está atracado no Rio de Janeiro. A embarcação, com impressionantes 200 metros de comprimento e 12 andares, integra a Missão Jeanne D'Arc, programa focado no treinamento de cadetes e no fortalecimento de laços com outras forças navais ao redor do mundo.

Detalhes impressionantes a bordo

Durante a visita, a reportagem pôde conhecer de perto as instalações do navio, que incluem hangares para helicópteros, veículos blindados e equipamentos de última geração. No momento da visita, cinco helicópteros estavam a bordo: dois no deck de decolagem e três no interior. O Dixmude tem capacidade para transportar até 15 helicópteros, tanto franceses quanto de nações aliadas.

Um dos helicópteros chamou a atenção por ser equipado com uma arma lateral capaz de disparar 15 munições por segundo, utilizado para monitoramento e defesa. Além disso, os militares contam com o apoio de dois drones para operações táticas.

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Treinamento e cooperação internacional

O comandante Jocelyn Delrieu destacou a forte ligação entre as Marinhas do Brasil e da França, que recentemente celebraram 200 anos de relações diplomáticas. "Nossas duas Marinhas têm uma forte ligação e um forte relacionamento, o que significa que nós temos trocas e treinamos juntos", afirmou. Durante a estadia no Rio, estão previstas atividades conjuntas com a Marinha brasileira, incluindo uma operação em Mangaratiba, na Costa Verde.

O Dixmude já visitou sete países, entre eles Egito e África do Sul. A bordo, estão 156 alunos, dos quais apenas 16 são estrangeiros, e mais de 800 militares. Não há brasileiros no grupo anfíbio liderado pelo navio, que também inclui a fragata Aconit e o navio reabastecedor Jacques Stosskopft.

Vida a bordo e instalações

Os cadetes passam cinco meses no navio como parte obrigatória de sua formação na Marinha. Após esse período, são designados para unidades das forças navais francesas. A bordo, há uma academia equipada com aparelhos de musculação e esteiras, além de um amplo hangar que pode ser esvaziado para evacuar pessoas de zonas de guerra. No hangar, há uma quadra poliesportiva onde os militares jogam badminton, vôlei e outras modalidades. "Praticar esportes nos ajuda a manter a forma", contou um dos cadetes.

No andar inferior, está o chamado "deck molhado", uma das principais atrações da embarcação. Em operações anfíbias, o local é aberto e preenchido com água do mar, permitindo o lançamento de veículos. O objetivo é preparar os cadetes para atuarem em qualquer cenário, seja naval, terrestre ou aéreo.

O Dixmude, construído em 2010, é um símbolo da capacidade militar francesa e da cooperação internacional. A visita da VEJA revelou os detalhes que fazem deste navio uma peça-chave na formação de futuros oficiais e na projeção de poder naval.

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