Ucrânia ataca refinarias russas após EUA flexibilizarem sanções ao petróleo
Ucrânia ataca refinarias russas após EUA flexibilizarem sanções

Ucrânia ataca refinarias russas após EUA flexibilizarem sanções ao petróleo

Drones ucranianos atingiram uma série de instalações estratégicas de petróleo na Rússia no sábado, 18 de abril de 2026, poucas horas depois de os Estados Unidos autorizarem novamente a venda de petróleo russo sob sanções. Os ataques, que ocorreram em resposta direta à medida americana, visam enfraquecer Moscou em meio a crescentes tensões sobre os preços globais de energia e o conflito no Oriente Médio.

Alvos estratégicos atingidos

Segundo autoridades ucranianas, entre os alvos atingidos estão:

  • As refinarias de petróleo de Novokuibyshevsk e Syzran, na região russa de Samara
  • O terminal de petróleo de Tikhoretsk, na região de Krasnodar
  • O porto de Vysotsk, no mar Báltico
  • Um depósito de combustível em Sevastopol, na Crimeia ocupada

Já o Ministério da Defesa da Rússia informou que 258 drones ucranianos foram interceptados durante a noite de sábado. Em Samara, o governador Vyacheslav Fedorishchev confirmou que "instalações industriais" foram atingidas, embora não tenha especificado a extensão dos danos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Resposta à flexibilização americana

O comandante das forças de drones da Ucrânia, Robert Brovdi, afirmou que os ataques são uma resposta direta à autorização renovada pelos Estados Unidos na última sexta-feira, que permite a compra de petróleo russo e derivados já em transporte no mar, apesar das sanções contra Moscou.

A flexibilização das sanções faz parte da estratégia americana para conter a alta dos preços globais de energia em meio à guerra no Oriente Médio. Um porta-voz do Departamento do Tesouro americano justificou: "À medida que as negociações se aceleram, o Tesouro quer garantir que o petróleo esteja disponível para aqueles que precisam."

Volume significativo de petróleo envolvido

O enviado especial do presidente russo Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, revelou que a nova autorização deve abranger cerca de 100 milhões de barris de petróleo, somando-se a volume semelhante liberado anteriormente. Esta medida contraria uma declaração anterior do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que havia anunciado na quarta-feira, 15 de abril, que o país não prolongaria a suspensão das sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar.

Críticas de Zelensky e estratégia ucraniana

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky criticou veementemente a flexibilização das sanções, afirmando na quinta-feira que a Rússia não merece "qualquer retirada de sanções". Em publicação no Facebook, Zelensky escreveu: "Moscou aposta na guerra", enquanto as negociações entre os dois países para encerrar o conflito permanecem paralisadas.

A Ucrânia intensificou significativamente os ataques contra o setor de energia russo no último mês. Esta estratégia busca enfraquecer o poderio militar de Moscou e reduzir os recursos financeiros que sustentam a guerra. Nesta segunda-feira, 20 de abril, drones ucranianos atacaram a cidade russa de Tuapse, danificando o porto da cidade e sua refinaria de petróleo, conforme relatado pela imprensa ucraniana.

A ofensiva ucraniana contra infraestruturas energéticas russas representa uma escalada significativa no conflito, ocorrendo em um momento delicado das relações internacionais, quando os Estados Unidos buscam equilibrar pressões geopolíticas com preocupações econômicas globais. Os ataques destacam como decisões de política externa podem ter consequências imediatas no campo de batalha, criando um ciclo complexo de ação e reação que continua a moldar o curso da guerra.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar