Trump ameaça destruir navios iranianos com tática usada contra traficantes no mar
Trump ameaça navios iranianos com tática contra traficantes

Trump ameaça destruir navios iranianos com tática usada contra traficantes no mar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente nesta segunda-feira (13), afirmando que destruirá qualquer navio iraniano que se aproxime do bloqueio norte-americano no Estreito de Ormuz. A ameaça utiliza a mesma estratégia que seu governo aplica em operações contra o tráfico de drogas no Caribe, marcando uma escalada nas tensões com o Irã.

Bloqueio naval entra em vigor com aviso severo

Trump anunciou através de sua rede social Truth Social que o bloqueio naval, que havia sido previamente comunicado, entrou em vigor às 11h pelo horário de Brasília. A medida restringe a passagem de embarcações que circulem pelo estratégico Estreito de Ormuz com destino ou origem em portos iranianos.

Em sua publicação, o mandatário norte-americano foi enfático: "Aviso: Se algum desses navios (iranianos) se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar. É rápido e brutal".

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Contexto de negociações e exigências nucleares

Paralelamente às ameaças militares, Trump revelou que recebeu uma ligação de "pessoas certas do Irã" que estariam interessadas em fechar um acordo. No entanto, segundo o presidente, Teerã não aceitou a exigência fundamental dos Estados Unidos: a renúncia ao programa de armas nucleares.

Em pronunciamento na Casa Branca, ao lado do Salão Oval, Trump afirmou que seu governo foi procurado para negociar o fim do conflito, mas insistiu que os EUA vão recuperar o material nuclear existente no país. O presidente também mencionou que o líder chinês Xi Jinping "quer ver isso acabar", sugerindo envolvimento internacional na crise.

Reação iraniana e números apresentados por Trump

O regime iraniano, que mantém bloqueio no Estreito de Ormuz há mais de um mês, classificou a ação norte-americana como "ilegal e um exemplo de pirataria". A agência marítima do Reino Unido (UKMTO) emitiu alerta aos navios sobre o início da interdição, indicando preocupação internacional com a medida.

Trump ainda apresentou números impressionantes sobre operações anteriores, afirmando que os Estados Unidos já eliminaram 158 navios militares iranianos. "A Marinha do Irã jaz no fundo do mar, completamente destruída – 158 navios. O que não atingimos foram seus poucos navios, que eles chamam de 'navios de ataque rápido', porque não os consideramos uma grande ameaça", declarou o presidente.

Críticas ao papa e contexto mais amplo

Durante o mesmo pronunciamento, Trump reafirmou suas críticas ao papa Leão XIV, acusando-o de estar "errado em questões de lei e ordem". Esta declaração adiciona um elemento religioso e político ao já complexo cenário internacional apresentado pelo mandatário.

A situação no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo mundial, continua extremamente tensa, com a nova política norte-americana representando uma escalada significativa nas hostilidades entre Washington e Teerã.

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