Pentágono anuncia saída imediata de secretário da Marinha dos EUA em meio a guerra com Irã
Saída imediata de secretário da Marinha dos EUA em meio a guerra

Pentágono anuncia saída imediata de secretário da Marinha em meio à guerra do Irã

O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, deixará o cargo "com efeito imediato", anunciou o Pentágono nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, sem fornecer qualquer explicação para a saída repentina. A movimentação ocorre em um momento crítico, durante a guerra com o Irã e o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos no estratégico Estreito de Ormuz.

Comunicação oficial e substituição interina

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, divulgou um comunicado na rede social X confirmando a saída de Phelan e anunciando que o subsecretário Hung Cao assumirá o cargo interinamente. "O secretário Phelan deixa o governo com efeito imediato", declarou Parnell, sem detalhar os motivos por trás da decisão.

Contexto de mudanças no alto comando militar

A saída de John Phelan segue uma série de demissões e substituições no alto escalão das Forças Armadas dos Estados Unidos:

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  • No início deste mês, o general Randy George, um dos mais altos comandantes do Exército, foi demitido.
  • Dois outros oficiais de alta patente também foram removidos de seus cargos recentemente.

Desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, houve um expurgo significativo nos comandos militares:

  1. O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Charles Brown, foi demitido sem explicações em fevereiro de 2025.
  2. Entre os oficiais destituídos estão os chefes da Marinha e da Guarda Costeira.
  3. O general que dirigia a Agência de Segurança Nacional (NSA) também foi removido.
  4. O vice-comandante da Força Aérea, um almirante da Marinha designado para a Otan e três advogados militares de alto escalão igualmente perderam seus cargos.

Reações políticas e redução de comandantes

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, tem reiterado publicamente que o presidente Trump tem autonomia para escolher os ocupantes dos cargos militares. No entanto, os democratas veem essas movimentações como uma politização das Forças Armadas, uma instituição tradicionalmente neutra em questões políticas.

Além das demissões, o Pentágono implementou no ano passado uma ordem para reduzir em pelo menos 20% o número de generais e almirantes de quatro estrelas na ativa. Paralelamente, outros comandantes anunciaram saídas voluntárias:

  • O chefe do Estado-Maior da Força Aérea comunicou que se aposentará após cumprir apenas dois dos quatro anos de seu mandato.
  • O chefe do Comando Sul decidiu deixar o cargo um ano após assumir o posto.

Essas mudanças ocorrem em um cenário geopolítico tenso, com os Estados Unidos envolvidos em um conflito direto com o Irã e controlando o vital Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

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