Rússia lança ofensiva massiva na Ucrânia antes de negociações em Genebra
Rússia ataca Ucrânia antes de negociações em Genebra

Rússia intensifica ofensiva na Ucrânia às vésperas de negociações em Genebra

As Forças Armadas da Rússia desencadearam nesta terça-feira um ataque em larga escala contra diversas regiões da Ucrânia, apenas algumas horas antes do início de mais uma rodada de negociações diplomáticas em Genebra, na Suíça. De acordo com autoridades ucranianas, o volume de mísseis e drones empregados nesta ofensiva superou significativamente os registrados em ataques recentes, marcando uma escalada militar preocupante no conflito que já dura mais de dois anos.

Detalhes dos ataques e danos registrados

A Força Aérea da Ucrânia divulgou, através do aplicativo Telegram, que a Rússia lançou mísseis de cruzeiro contra áreas do norte, centro, sul e oeste do país. Além disso, múltiplos grupos de drones foram disparados ao longo da madrugada, ampliando o alcance dos ataques. A cidade portuária de Odessa, localizada no sul da Ucrânia, também foi atingida, com autoridades locais relatando danos a infraestruturas ainda não especificadas e a um prédio civil. Duas pessoas ficaram feridas nesse episódio, embora Kiev não tenha detalhado a extensão total dos estragos provocados pelos bombardeios.

Resposta russa e incidentes na Crimeia e Krasnodar

Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou ter abatido mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov. Em Sebastopol, importante cidade portuária da Crimeia anexada por Moscou em 2014, o governador Mikhail Razvozhayev descreveu a ofensiva como "um dos ataques mais longos dos últimos tempos". Segundo ele, mais de 24 drones foram interceptados nos arredores da cidade, e há registro de feridos, entre os quais uma criança. Na região de Krasnodar, no sul da Rússia, autoridades informaram que 18 drones foram neutralizados, com o alvo sendo uma refinaria de petróleo, onde um tanque de armazenamento foi danificado. Um incêndio atingiu cerca de 700 metros quadrados da instalação, mobilizando 72 bombeiros para controlar as chamas.

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Contexto diplomático e declarações de líderes

Esta escalada militar ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações em Genebra, que reúne representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. A delegação russa, liderada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, chegou à cidade suíça nas primeiras horas do dia, conforme relatado pela agência estatal TASS. Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "a Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente". Já o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou que as questões pendentes são amplas e que o desfecho das conversas é imprevisível. Moscou defende não apenas uma pausa nos combates, mas um acordo duradouro que trate das causas do conflito, que teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, alegando que a possível adesão de Kiev à Otan representava ameaça à sua segurança nacional.

Posicionamento ucraniano e sanções

Também na segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que não repetirá "os mesmos erros" ao ceder território e defendeu que as ambições do Kremlin só podem ser contidas com "sanções totais" contra a Rússia. Esta postura reflete a determinação de Kiev em manter sua soberania e integridade territorial, mesmo diante de pressões militares e diplomáticas. A situação permanece tensa, com ambos os lados preparando-se para as negociações enquanto os combates continuam a causar vítimas e destruição em várias frentes.

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