Oitavo dia de guerra: Israel e Irã trocam ataques, Trump promete retaliação dura
Oitavo dia de guerra: Israel e Irã trocam ataques, Trump promete retaliação

Oitavo dia de conflito no Oriente Médio registra intensificação de hostilidades

O cenário de guerra no Oriente Médio entra em seu oitavo dia com uma escalada significativa de violência, marcada por novos ataques aéreos e trocas de disparos entre Israel e Irã. Na madrugada deste sábado, 7 de março de 2026, forças israelenses realizaram bombardeios em larga escala contra alvos iranianos, enquanto o Exército do Irã retaliou com barragens de mísseis e drones contra posições militares dos Estados Unidos em países vizinhos.

Ataques israelenses causam destruição em Teerã e Líbano

O governo de Israel mobilizou mais de oitenta caças para executar operações ofensivas contra o território iraniano. Explosões foram registradas em diversos pontos da capital Teerã, com imagens mostrando o Aeroporto Internacional de Mehrabad, o maior do país, completamente em chamas após os ataques. Simultaneamente, bombardeios israelenses no leste do Líbano resultaram em pelo menos 16 mortes e 35 feridos, conforme divulgado pelo Ministério da Saúde libanês.

Os ataques no Líbano concentraram-se na vila de Nabi Sheet, na região leste de Baalbek, área conhecida como reduto do grupo armado Hezbollah. Esta organização, aliada do Irã e do grupo palestino Hamas, tem participado ativamente do conflito em Gaza e agora enfrenta diretamente a ofensiva israelense.

Retaliação iraniana e alertas de segurança

Em resposta aos bombardeios, o Irã e o Hezbollah lançaram mísseis e drones contra território israelense. O governo de Israel ativou todas as suas defesas antiaéreas para interceptar os ataques provenientes do leste (Irã) e do norte (Líbano). Relatos indicam a presença de destroços de foguetes espalhados por diversas regiões do país.

Em Jerusalém e na Cisjordânia, as sirenes de alerta soaram continuamente devido ao risco iminente de explosões. O Hezbollah emitiu um aviso urgente para que a população ao norte de Israel, próximo à fronteira com o Líbano, evacuasse a região imediatamente.

Pronunciamentos dos líderes políticos

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez um pronunciamento televisivo neste sábado pedindo desculpas formais aos países vizinhos que foram atingidos por fogo iraniano durante as retaliações contra Israel. "De agora em diante, as forças iranianas não irão atacar ou disparar mísseis contra países ao redor, a menos que sejamos atacados por eles", declarou o líder.

Ao longo da última semana, mísseis e drones iranianos atingiram alvos militares ligados aos Estados Unidos em cinco das seis monarquias do Golfo Pérsico:

  • Arábia Saudita
  • Emirados Árabes Unidos
  • Qatar
  • Bahrein
  • Kuwait

Entre sexta-feira e sábado, as forças sauditas afirmaram ter interceptado mísseis balísticos e drones direcionados à base aérea Príncipe Sultan, próxima à capital Riade, onde há presença militar norte-americana. No Iraque, os ataques iranianos miraram uma instalação petrolífera no sul do país e o Aeroporto de Bagdá, que também abriga militares e diplomatas americanos.

Resposta dura de Donald Trump

Em resposta ao pronunciamento de Pezeshkian, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou categoricamente que o Irã "será atingido com força hoje". Através de sua rede social Truth Social, o mandatário da Casa Branca afirmou que a promessa do líder iraniano só foi feita "por causa dos incansáveis ataques dos EUA e de Israel".

Trump acrescentou ainda que, "por causa do mau comportamento do Irã", áreas que ainda não haviam sido alvo de ataques "estão sendo consideradas para total destruição e morte certa". Esta declaração representa uma ameaça explícita de escalada militar contra o país persa.

O conflito que completa oito dias mostra sinais claros de intensificação, com envolvimento direto de múltiplos atores regionais e internacionais. A situação humanitária continua deteriorando-se rapidamente, enquanto as perspectivas de mediação diplomática parecem cada vez mais distantes diante do tom beligerante adotado pelas principais potências envolvidas.