Netanyahu afirma que ofensiva contra o Irã ultrapassou a metade das missões
Netanyahu: ofensiva contra Irã ultrapassou metade das missões

Netanyahu declara que ofensiva contra o Irã ultrapassou metade das missões militares

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (30/3) que a ofensiva militar contra o Irã "definitivamente ultrapassou a metade", mas esclareceu posteriormente que se referia especificamente ao número de missões realizadas, e não ao tempo de duração do conflito. A declaração ocorre em meio a intensos combates que já se estendem por 31 dias.

Impactos militares e declarações contraditórias

Netanyahu acrescentou que a guerra já resultou na morte de "milhares" de membros da Guarda Revolucionária do Irã e que Israel, em conjunto com os Estados Unidos, estaria "perto de acabar com a indústria armamentista" iraniana, através da destruição de fábricas e do programa nuclear. Contudo, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, negou veementemente qualquer negociação com autoridades americanas durante todo o período do conflito.

Baqaei afirmou em declaração online: "O que ocorreu foi o envio de um pedido de negociação, acompanhado de propostas dos Estados Unidos, que nos chegaram por meio de intermediários como o Paquistão. Nossa posição é clara: enquanto a agressão militar continua, todos nossos recursos estão voltados para a defesa do Irã."

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Ataques intensificam-se em múltiplas frentes

As Forças de Defesa de Israel informaram na segunda-feira que quatro soldados foram mortos e dois ficaram feridos em combates no sul do Líbano. Os nomes de três deles foram divulgados: capitão Noam Madmoni (22 anos), sargento Ben Cohen (21 anos) e sargento Maxsim Entis (22 anos).

Na terça-feira (31/3), uma nova onda de ataques foi lançada por Israel contra a capital iraniana, Teerã, horas após a identificação de mísseis iranianos em direção a Israel. Explosões foram ouvidas durante a madrugada, causando interrupção no fornecimento de energia em partes da cidade, conforme relatado pela agência de notícias AFP e pela mídia local.

Incidente marítimo no Golfo e tensões no estreito de Ormuz

Ataques também foram registrados em Dubai, onde um navio petroleiro com aproximadamente dois milhões de barris de petróleo destinados à China foi incendiado após um ataque de drone iraniano. O incidente ocorreu perto da área de Al Badia, ferindo quatro pessoas. O navio Al-Salmi, operado pela estatal Kuwait Oil Tanker Company, transportava 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris kuwaitianos.

Simultaneamente, uma comissão parlamentar no Irã aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no estratégico estreito de Ormuz, conforme informou a agência de notícias Fars. Os planos preveem a proibição de navios americanos, israelenses e de outros países que participaram de sanções contra o Irã. Cerca de 20% do petróleo bruto mundial passa por essa via marítima, e desde o início da guerra as travessias caíram aproximadamente 95%, segundo dados da empresa de inteligência marítima Kpler.

Reações internacionais e alertas de segurança

O Ministério de Defesa dos Emirados Árabes emitiu alertas sobre interceptações de mísseis balísticos, de cruzeiro e drones, orientando moradores a procurarem abrigo. No Kuwait, o exército confirmou interceptar ataques aéreos, enquanto na Arábia Saudita seis casas foram danificadas por destroços de um drone abatido, sem registrar feridos.

O presidente americano Donald Trump, através da rede social Truth Social, ameaçou "aniquilar" usinas de energia, poços de petróleo e possivelmente usinas de dessalinização do Irã caso um acordo não seja alcançado "em breve". Ele afirmou: "Grandes progressos foram feitos, mas se o estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos nossa 'estadia' no Irã."

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