Israel estima que 70 mil palestinos morreram no conflito em Gaza, número próximo ao do Hamas
Israel estima 70 mil mortos em Gaza, número próximo ao do Hamas

Israel estima que 70 mil palestinos morreram no conflito em Gaza, número próximo ao do Hamas

Um comandante de Israel declarou nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, que mais de 70 mil palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início do conflito com o Hamas, em outubro de 2023. A informação veio de uma fonte militar que falou a jornalistas israelenses sob condição de anonimato, revelando dados ainda em apuração pelas Forças de Defesa de Israel.

Coincidência com números do Hamas e impacto demográfico

O número apresentado pelo comandante israelense coincide com as estimativas mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, atualmente em 71.667 mortos. Isso equivale a aproximadamente 3,5% da população total do território antes da guerra, um percentual que destaca a escala devastadora do conflito.

A guerra começou em outubro de 2023, após terroristas atacarem Israel, resultando na morte de 1,2 mil pessoas e no sequestro de 251 indivíduos. Desde então, o conflito tem gerado números crescentes de vítimas em ambos os lados, com Gaza enfrentando uma crise humanitária severa.

Apuração sobre civis e terroristas entre os mortos

O comandante israelense destacou que as Forças de Defesa de Israel ainda estão apurando quantos dos mais de 70 mil mortos eram civis e quantos eram terroristas. Esse processo de investigação é crucial para entender a dinâmica do conflito e as consequências humanitárias na região.

Além disso, o militar rejeitou outro número divulgado pelo Hamas, que afirmava que 440 pessoas teriam morrido de fome ou desnutrição em Gaza. Segundo o comandante, o Hamas manipulou esse dado, incluindo pacientes com doenças graves na contagem, o que levantou questões sobre a veracidade das informações provenientes do grupo.

Contexto e implicações do conflito

O conflito em Gaza continua a ser um tema de intenso debate internacional, com repercussões políticas e humanitárias significativas. A estimativa de 70 mil mortos palestinos reforça a urgência de soluções diplomáticas e de auxílio humanitário para a população afetada.

Enquanto isso, Israel mantém suas operações militares na região, buscando combater o Hamas e recuperar reféns, como evidenciado por anúncios recentes sobre a recuperação de restos mortais. A situação permanece tensa, com ambos os lados apresentando dados que muitas vezes divergem, complicando ainda mais a resolução do conflito.