Irã emite ultimato a navios dos EUA no Estreito de Ormuz: 'É o último aviso'
Irã dá ultimato a navios dos EUA no Estreito de Ormuz

Irã emite ultimato a navios dos EUA no Estreito de Ormuz: 'É o último aviso'

Enquanto Estados Unidos e Irã não conseguiam chegar a um acordo de cessar-fogo durante negociações no Paquistão, o conflito entre as nações atingiu um novo pico de tensão neste sábado, 11 de abril de 2026. Dois navios do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) circularam pelo estratégico Estreito de Ormuz, que concentra grande parte da exportação de petróleo do Oriente Médio, desencadeando uma resposta firme de Teerã.

Transmissão de rádio revela ameaça direta

Uma transmissão de rádio obtida pelo The Wall Street Journal mostra que a Marinha iraniana emitiu um ultimato direto às embarcações estadunidenses. "Este é o último aviso. Este é o último aviso", dizia repetidamente o áudio, evidenciando a escalada das hostilidades na região.

A ameaça ocorreu após o anúncio de que o Centcom realizava uma ação para verificar as condições para remover minas instaladas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Os navios USS Frank E. Peterson (DDG 121) e USS Michael Murphy (DDG 112) transitaram pelo estreito e pelo Golfo Pérsico com o objetivo declarado de garantir que a região fique livre dos artefatos explosivos.

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Operação de limpeza e resposta americana

Em comunicado oficial, o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos, afirmou: "Iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem e compartilharemos em breve essa rota segura com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio". A nota acrescentou que, nos próximos dias, a operação de limpeza receberá reforço das forças armadas, incluindo a presença de drones submarinos especializados.

Antes da divulgação do áudio ameaçador, o governo iraniano havia negado categoricamente que os navios americanos tivessem atravessado o Estreito de Ormuz. Teerã afirmou que qualquer decisão sobre a passagem de embarcações pelo estreito cabe exclusivamente às forças armadas da República Islâmica, reafirmando sua soberania sobre a via marítima crucial.

Resposta naval e posicionamento nas redes sociais

As gravações obtidas pelo jornal americano indicam que, além da ameaça iraniana, houve uma resposta calma, porém firme, de um dos navios que circulavam por Ormuz: "Passagem de acordo com o direito internacional. Não pretendo desafiar vocês e eu pretendo acatar as regras do cessar-fogo do nosso governo".

No X, antigo Twitter, o Comando da Força Naval da Guarda Revolucionária Islâmica foi ainda mais enfático em seu posicionamento: "A Marinha da Guarda Revolucionária, com total autoridade, detém o gerenciamento inteligente do Estreito de Ormuz. A permissão de passagem, de acordo com regulamentos específicos, é concedida apenas a embarcações não militares". A postagem acrescentou que tentativas de passagem de embarcações militares serão enfrentadas "com firmeza absoluta".

Contexto geopolítico e importância estratégica

O Estreito de Ormuz representa um ponto crítico na geopolítica global, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo consumido mundialmente. A tensão atual reflete:

  • O fracasso das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã
  • A disputa pelo controle da principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio
  • A instalação de minas pela Guarda Revolucionária Islâmica
  • A determinação americana em garantir passagem livre para o comércio internacional

Esta crise ocorre em um momento particularmente delicado, quando ambas as nações tentam negociar termos sobre armas nucleares e outros pontos de conflito histórico. A presença militar americana na região e a resposta assertiva do Irã criam um cenário de incerteza que pode impactar significativamente os mercados globais de energia e a estabilidade regional.

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