Irã lança ofensiva com mísseis após ameaças de Trump contra infraestrutura petrolífera
O Irã desencadeou uma nova onda de ataques com mísseis contra países do Oriente Médio nesta terça-feira, 31 de março de 2026, enquanto sua capital, Teerã, foi alvo de explosões que causaram apagões em várias regiões. A escalada ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar destruir completamente a ilha de Kharg, responsável por 90% das exportações de petróleo iraniano, além de usinas de energia elétrica e centrais de dessalinização de água.
Israel intercepta projéteis e relata baixas no conflito com Hezbollah
O Exército israelense afirmou ter interceptado mísseis lançados a partir do Irã, em meio a uma saraivada de projéteis que deixou um rastro visível no céu acima da cidade costeira de Netanya. Simultaneamente, Israel informou a morte de quatro soldados em combates no sul do Líbano, onde suas forças enfrentam o movimento pró-iraniano Hezbollah. Antes dos bombardeios em Teerã, Israel emitiu um alerta nas redes sociais, avisando moradores da zona oeste sobre ataques a "infraestrutura militar" na área.
Irã mira vizinhos do Golfo e provoca incidentes em Dubai e Arábia Saudita
O Irã também direcionou mísseis contra países do Golfo, acusando-os de servirem como plataformas para ataques americanos. Em Dubai, quatro pessoas ficaram feridas com a queda de destroços de projéteis interceptados, e um ataque iraniano provocou um incêndio em um navio-tanque kuwaitiano no porto da cidade. Na Arábia Saudita, as autoridades anunciaram a interceptação de oito mísseis balísticos, após o Irã exigir que Riade "expulse as forças americanas".
Netanyahu afirma que guerra "já passou da metade", mas evita prazo para fim
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aliado de Trump, declarou que mais da metade dos alvos militares iranianos foi atingida, com objetivos cruciais como a eliminação de instalações industriais. "Definitivamente, a guerra já passou da metade, mas não quero estabelecer um calendário para o fim", disse Netanyahu ao canal americano Newsmax. Ele destacou que as forças israelenses estão "perto de acabar com a indústria armamentista" do Irã.
Trump sinaliza flexibilidade, mas Irã rejeita negociações diretas
Segundo o jornal Wall Street Journal, Trump expressou a aliados que estaria disposto a encerrar a guerra mesmo se o Irã não aceitar reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado por Teerã desde o início do conflito. Contudo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, descartou qualquer negociação, afirmando que Washington enviou apenas um pedido de conversa por meio de intermediários, como o Paquistão. Trump insiste em manter contato com autoridades iranianas "razoáveis", não identificadas.
Irã impõe pedágio no Estreito de Ormuz e proíbe navios de EUA e Israel
Uma comissão do Parlamento iraniano aprovou a cobrança de pedágios para navios que atravessam o Estreito de Ormuz, crucial para o trânsito global de combustíveis. A televisão estatal informou que o Irã proibiria a passagem de embarcações dos Estados Unidos e de Israel, decisão repudiada pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, que declarou à Al Jazeera: "Ninguém no mundo poderia aceitar isso".
Impacto humanitário e econômico se agrava com bombardeios e tensões
Moradores de Teerã descrevem uma cidade que tenta manter normalidade apesar da guerra. "Quando sento a uma mesa do café, quase consigo acreditar que o mundo não acabou", comentou Fatemeh, uma assistente de clínica odontológica de 27 anos. No campo econômico, ministros das Finanças do G7 se reuniram em Paris para discutir o impacto da guerra e medidas para economizar energia, com analistas alertando que preços do petróleo podem atingir níveis não vistos desde 2008.
ONU investiga mortes de capacetes azuis no Líbano e huthis ameaçam navegação
A missão de paz da ONU no Líbano relatou a morte de dois soldados indonésios em uma explosão de origem desconhecida, com um terceiro falecendo no domingo. Israel abriu investigação sobre o caso, enquanto a Indonésia pediu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU. Adicionalmente, rebeldes huthis apoiados pelo Irã lançaram mísseis e drones contra Israel, ameaçando a navegação no Mar Vermelho e intensificando a pressão regional.



