Irã bombardeia sete países no Oriente Médio em conflito que desafia diplomacia global
Irã ataca sete países no Oriente Médio em guerra com EUA

Irã bombardeia sete países no Oriente Médio em conflito que desafia diplomacia global

Entre bombardeios a navios, ataques aéreos e ameaças ainda mais graves, a guerra entre os Estados Unidos e o Irã transbordou fronteiras e colocou a diplomacia mundial em xeque. O confronto entra no sexto dia nesta quinta-feira, 5 de março, com o Irã dividido entre a retaliação militar e a escolha de um novo líder supremo, enquanto os EUA intensificam a pressão pelo ar e pelo mar, prometendo uma vitória definitiva.

Origens do conflito e retaliações

O conflito começou após bombardeios dos Estados Unidos e de Israel em Teerã, que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão no sábado, 28 de fevereiro. Desde então, o Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas. No Irã, mais de mil pessoas morreram, segundo a mídia estatal, em meio a ataques conjuntos que atingiram até delegacias de polícia na capital.

Submarino ataca navio iraniano na costa do Sri Lanka

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, assumiu a autoria de um ataque de submarino contra o navio de guerra iraniano IRIS Dena na costa do Sri Lanka na quarta-feira, 4 de março. A ação deixou 87 mortos e 32 feridos, sendo considerada histórica por ser uma das poucas vezes em que um submarino afundou um navio desde a Segunda Guerra Mundial. O almirante dos EUA Brad Cooper afirmou que pelo menos 17 embarcações iranianas foram afundadas desde o início da guerra.

Pentágono promete intensificação e Irã ameaça Trump

Em coletiva de imprensa, Pete Hegseth declarou que os Estados Unidos estão "vencendo a guerra" e detêm o controle absoluto, prometendo novas ondas de bombardeios. "A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. Eles estão acabados e sabem disso", afirmou. Em resposta, o Irã lançou uma ofensiva de mísseis e drones contra Israel, com um clérigo sênior, Javadi Amoli, ameaçando "derramar o sangue de israelenses e de Trump" na televisão estatal.

EUA e Espanha em embate sobre cooperação militar

A Casa Branca anunciou uma cooperação militar com a Espanha, que depois negou "de forma categórica" o acordo, após o presidente Donald Trump ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou as ações de Washington como uma "roleta russa" com o destino global, enquanto a Comissão Europeia saiu em defesa da Espanha, alertando para riscos à segurança após a Otan interceptar um projétil iraniano sobre a Turquia.

Sucessão no Irã após morte de Khamenei

Com a morte do aiatolá Ali Khamenei, a Assembleia dos Peritos avalia quatro principais nomes para o comando do Irã, incluindo Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder, e o moderado Hassan Khomeini, neto do fundador da República Islâmica. A escolha do novo líder supremo, que concentra o poder em Teerã, ocorre em meio a uma crise sem precedentes, com a última eleição há mais de 36 anos.

Este conflito, que já causou centenas de baixas e afetou múltiplos países, continua a escalar, desafiando os esforços diplomáticos internacionais e levantando preocupações sobre uma guerra mais ampla na região.