Irã ameaça atacar gigantes como Google e Apple no Oriente Médio após mortes de autoridades
Irã ameaça Google e Apple após mortes de autoridades

Irã emite ameaça direta contra gigantes tecnológicas dos EUA no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária do Irã, força ideológica central da República Islâmica, emitiu uma grave ameaça nesta terça-feira, alertando que atacará empresas norte-americanas no Oriente Médio caso ocorram novos "assassinatos" de autoridades iranianas. A declaração foi divulgada através do site oficial Sepah News, marcando uma escalada significativa no conflito que já dura mais de um mês.

Lista de alvos inclui principais empresas de tecnologia global

O grupo publicou uma lista contendo 18 empresas dos Estados Unidos, com nomes de peso como Google, Apple, Meta (controladora do Facebook) e Tesla. Segundo a Guarda Revolucionária, essas corporações devem "esperar a destruição" de suas instalações "em todos os países da região" como resposta a eventuais novos assassinatos no território iraniano. O prazo para o início dessas ações foi estabelecido a partir das 20h no horário de Teerã (17h30 em Lisboa) desta quarta-feira.

Aconselhamos os trabalhadores dessas instituições a abandonarem imediatamente seus locais de trabalho para salvar suas vidas, afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado oficial. "Também recomendamos que moradores de áreas próximas a essas empresas, em todos os países da região, deixem suas casas em um raio de um quilômetro", complementou o grupo, demonstrando a seriedade da ameaça.

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Contexto de violência e mortes de líderes iranianos

Esta ameaça surge após um período de pouco mais de um mês de intensos bombardeios contra o Irã, conduzidos por Estados Unidos e Israel, que resultaram na morte de mais de uma dezena de altos dirigentes religiosos, políticos e militares iranianos. Entre as vítimas estão figuras de extrema importância como o líder supremo Ali Khamenei, posteriormente substituído por seu filho Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani.

Estados Unidos e Israel justificaram a ofensiva militar, iniciada em 28 de fevereiro, alegando a postura inflexível do Irã nas negociações sobre o fim do enriquecimento de urânio dentro de seu programa nuclear. O país persa, por sua vez, insiste que seu programa tem fins exclusivamente civis.

Respostas iranianas e impacto regional

Como contra-ataque às ofensivas, o Irã já tomou medidas drásticas, incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota crucial por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. Além disso, lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em diversos países da região, como:

  • Arábia Saudita
  • Bahrein
  • Emirados Árabes Unidos
  • Qatar
  • Kuwait
  • Jordânia
  • Omã
  • Iraque

Balanço trágico de vítimas do conflito

Desde o início do conflito, que tem gerado impactos significativos na economia global, as autoridades iranianas contabilizam pelo menos 1.332 mortos e mais de 10 mil feridos, embora não tenham fornecido atualizações recentes desses números. Já a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, apresenta estimativas ainda mais sombrias, sugerindo que o total de mortos no Irã possa chegar a pelo menos 3.492 pessoas, incluindo 1.574 civis.

Outras empresas na mira e considerações estratégicas

Além das gigantes tecnológicas, outras companhias norte-americanas de destaque também foram citadas como possíveis alvos pela Guarda Revolucionária, como:

  1. Cisco Systems
  2. HP
  3. Intel
  4. Microsoft
  5. IBM
  6. Nvidia
  7. Boeing

Enquanto isso, relatórios indicam que o governo dos Estados Unidos avalia estratégias para encerrar o conflito, mesmo com o bloqueio no Estreito de Ormuz. Há temores de que tentativas de reabrir essa rota vital possam prolongar ainda mais as hostilidades. Uma possível abordagem poderia focar em alvos militares iranianos específicos e pressionar aliados regionais a assumirem maior responsabilidade pela segurança da área.

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O conflito, que completa seu 32º dia, continua a representar uma grave ameaça à estabilidade do Oriente Médio e às relações internacionais, com repercussões que se estendem muito além das fronteiras regionais.