EUA intensificam ofensiva contra Irã com 'bombas gravitacionais de precisão'
Os Estados Unidos anunciaram uma nova fase na ofensiva militar contra o Irã, com o uso intensificado de bombas gravitacionais de precisão. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, confirmou na quarta-feira, 4 de março de 2026, que o país possui um estoque praticamente ilimitado desse tipo de armamento e pretende empregá-lo estrategicamente.
O que são as bombas gravitacionais de precisão?
As bombas gravitacionais representam o modelo mais antigo de bombardeio aéreo, funcionando através da força da gravidade e da velocidade da aeronave. No entanto, versões modernas são equipadas com kits de guiagem, como o Joint Direct Attack Munition (JDAM), que adicionam sensores de GPS ou laser, transformando-as em munições de alta precisão.
Esses dispositivos são considerados mais simples e baratos do que mísseis sofisticados, mas mantêm uma eficácia significativa para destruir alvos estratégicos. A precisão é alcançada através de sistemas de orientação que corrigem a trajetória durante a queda, aumentando drasticamente as chances de acerto.
Por que os EUA optaram por essa estratégia?
Segundo autoridades americanas, a decisão de utilizar bombas gravitacionais visa preservar estoques de armamentos mais complexos e caros, como o míssil de cruzeiro AGM‑158 JASSM. Nos primeiros dias do conflito, os Estados Unidos recorreram principalmente a armas de longo alcance, mas a estratégia evoluiu com o avanço da campanha.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmou que a ofensiva entrou em uma nova fase, com uma transição de grandes ataques com mísseis de longo alcance para ataques de precisão sobrevoando o Irã. Essa mudança é possível graças à superioridade aérea estabelecida pelos EUA e seus aliados em parte do território iraniano.
Superioridade aérea e impactos da ofensiva
A utilização segura de bombas gravitacionais depende diretamente do domínio do espaço aéreo, uma vez que as aeronaves precisam se aproximar mais dos alvos, ficando expostas a sistemas de defesa antiaérea. A Casa Branca garantiu que as Forças Armadas americanas terão domínio completo e total sobre o espaço aéreo do Irã em questão de horas.
De acordo com o Pentágono, mais de 2.000 alvos já foram atingidos desde o início da ofensiva, incluindo:
- Instalações militares
- Sistemas de mísseis
- Mais de duas dezenas de navios da Marinha iraniana
O general Dan Caine destacou ainda que o número de mísseis balísticos lançados pelo Irã caiu 86% desde o primeiro dia da guerra, enquanto os ataques com drones diminuíram 73%, após os bombardeios americanos contra bases e plataformas de lançamento.
Contexto da operação militar
A mobilização ocorre no âmbito da Operação Fúria Épica, com o envio de novos caças, bombardeiros e navios de guerra ao Oriente Médio. A estratégia marca uma evolução tática, focando em ataques de proximidade para maximizar a eficiência dos recursos militares disponíveis.
As bombas gravitacionais de precisão emergem como uma ferramenta chave nessa nova fase, combinando simplicidade operacional com um poder destrutivo capaz de impactar significativamente a capacidade militar iraniana.
