EUA afirmam ter atacado ou afundado mais de 20 navios iranianos em operação naval
EUA atacam mais de 20 navios iranianos, diz CENTCOM

EUA anunciam ofensiva naval que atingiu mais de 20 embarcações iranianas em águas estratégicas

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, uma declaração impactante sobre operações militares recentes. Segundo o comunicado oficial, as forças navais americanas conduziram ataques que resultaram no afundamento ou danificação de mais de 20 navios iranianos, em uma ação coordenada que visou capacidades estratégicas da Marinha do Irã.

Frota iraniana neutralizada em águas vitais

O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, foi enfático ao afirmar que, como resultado dessas operações, "não há um único navio iraniano em atividade no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã". Esta declaração representa uma mudança significativa no equilíbrio naval regional, considerando a importância estratégica dessas rotas marítimas para o comércio global de energia.

Ataques específicos a embarcações militares iranianas

O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, forneceu detalhes sobre alvos específicos. Confirmou que um submarino da Marinha dos EUA afundou a fragata IRIS Dena, da classe Moudge, que pertencia à Frota Sul da Marinha iraniana. O incidente ocorreu ao largo da costa sul do Sri Lanka, em águas internacionais.

A Marinha do Sri Lanka desempenhou um papel humanitário crucial, resgatando 32 tripulantes e recuperando 87 corpos após receber um sinal de socorro do navio em perigo. Estas informações foram confirmadas através da agência de notícias Associated Press, que acompanhou o desenrolar dos eventos.

Outro alvo significativo foi o IRIS Shahid Sayyad Shirazi, da classe Soleimani, pertencente à Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC). Este navio foi atingido próximo à costa de Bandar Abbas, na província de Hormozgan. Curiosamente, em fevereiro deste mesmo ano, durante exercícios navais no Estreito de Ormuz, o IRGC havia lançado mísseis superfície-ar do tipo Seyed-3 a partir dessa mesma embarcação, em preparação para um possível conflito com os Estados Unidos.

Contexto de escalada no conflito do Oriente Médio

Os ataques desta quarta-feira representam uma escalada significativa nas tensões já existentes na região. Este episódio faz parte de um conflito mais amplo desencadeado no último final de semana, quando ofensivas dos Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Em retaliação a esses eventos, o Irã lançou centenas de mísseis e drones contra Israel e países árabes do Golfo. Na segunda-feira anterior aos ataques navais, a Guarda Revolucionária iraniana havia anunciado o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo comercializado mundialmente, com a ameaça de atacar qualquer navio que tentasse cruzar a área.

Estratégia americana de contenção e proteção de rotas

Autoridades americanas destacaram que a operação naval faz parte de uma campanha mais ampla de contenção do Irã, voltada especificamente para neutralizar a capacidade naval do país e proteger rotas marítimas estratégicas essenciais para o comércio global de energia. O CENTCOM divulgou vídeos que supostamente mostram os navios iranianos sendo atingidos durante as operações, embora a autenticidade dessas imagens ainda esteja sendo verificada por analistas independentes.

Esta ofensiva representa uma das maiores ações navais diretas entre Estados Unidos e Irã em décadas, com implicações significativas para a segurança regional e a estabilidade do mercado energético global. Especialistas em geopolítica alertam que a neutralização da frota iraniana pode alterar profundamente o equilíbrio de poder no Golfo Pérsico, enquanto diplomatas trabalham para evitar uma escalada ainda mais perigosa do conflito.