TV israelense faz contagem regressiva para ataque de Trump ao Irã nesta terça-feira
O tempo está se esgotando para o suposto ataque prometido por Donald Trump contra o Irã, que, segundo suas próprias palavras, fará os iranianos "viverem no inferno". O prazo final estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos termina nesta terça-feira (7), às 21h, no horário de Brasília. Em Israel, o canal Channel 13 realizou uma contagem regressiva ao vivo até o fim do ultimato, intensificando a tensão global.
Declarações alarmantes de Trump
O presidente norte-americano fez declarações dramáticas, afirmando que "uma civilização inteira morrerá nesta noite". Após várias manifestações de autoridades iranianas indicando que Teerã não pretende ceder, Trump expressou que não deseja que isso ocorra, mas admitiu que "provavelmente acontecerá". Ele condenou o regime atual, que governa o país há 47 anos, acusando-o de extorsão, corrupção e morte.
Trump destacou a possibilidade de uma mudança revolucionária no Irã, com mentes mais inteligentes e menos radicalizadas assumindo o controle. "Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo", declarou, encerrando com um apelo para que Deus abençoe o povo iraniano.
Contexto do conflito prolongado
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã já está na sexta semana, atingindo o prazo máximo previsto por Trump quando a ofensiva começou. Os objetivos norte-americanos incluem garantir que o Irã se comprometa a nunca buscar uma arma nuclear e limitar o alcance e número de seus mísseis.
Trump afirma que os EUA já venceram a guerra, após destruírem parte significativa das Forças Armadas iranianas, mas defende a necessidade de "terminar o trabalho" para impedir futuras ameaças. No entanto, o Irã demonstra resiliência ao pressionar a economia global, fechando parte do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo, o que elevou os preços do combustível mundialmente.
Ataques e ameaças recentes
O Irã mantém ataques frequentes contra Israel, atingindo cidades como Tel Aviv e Haifa, enquanto países vizinhos são arrastados para o conflito. Teerã também mira bases americanas no Oriente Médio e empresas de energia ligadas aos EUA na região.
No domingo (5), Trump reforçou suas ameaças em uma rede social, dando ao Irã até as 21h de terça-feira para reabrir o Estreito de Ormuz. Ele prometeu atacar pontes e usinas de energia iranianas se as negociações permanecessem travadas, em uma mensagem carregada de linguagem agressiva.
Com a contagem regressiva em andamento, o mundo aguarda ansiosamente o desfecho deste ultimato, que pode marcar um ponto de virada no conflito internacional, com implicações profundas para a estabilidade global e as relações geopolíticas no Oriente Médio.



