Ataques coordenados de EUA e Israel visam liderança iraniana
Explosões e colunas de fumaça foram registradas em Teerã na manhã deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, após ataques aéreos coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo informações da televisão estatal israelense KAN e confirmadas pela CNN americana, os alvos principais eram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente do país, Masoud Pezeshkian.
Alvos de alto valor e resposta iraniana
As operações militares também teriam mirado outras figuras importantes do regime, incluindo o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani. Até o momento, não está claro se alguma autoridade foi efetivamente atingida, embora fontes indiquem que Khamenei não estava em Teerã durante os ataques, tendo sido transferido para local seguro.
Em resposta imediata, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, além de alvos em Israel. O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou em comunicado que "não hesitará em sua resposta" e que as forças armadas do país "responderão de forma decisiva aos agressores".
Contexto de negociações fracassadas
Os ataques ocorrem após o fracasso da última rodada de negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano, realizada em Genebra na quinta-feira anterior. As discussões de seis horas não produziram avanços na principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear. O presidente Donald Trump justificou os ataques como ação preventiva para "defender o povo americano e garantir que o Irã não terá uma arma nuclear".
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, classificou a operação como "preventiva", ordenada para "evitar ameaças". Esta ação militar representa uma escalada significativa nas tensões que vinham se acumulando desde a erosão do acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global.
Acúmulo militar e preocupações internacionais
Paralelamente às dificuldades diplomáticas, os Estados Unidos vinham reforçando seu poderio militar na região. Na semana anterior aos ataques, Washington enviou uma dúzia de caças F-22 para o Oriente Médio, somando-se a dois porta-aviões, doze contratorpedeiros e três embarcações de combate já posicionadas. Esta concentração representa a maior força militar americana na região desde a invasão do Iraque em 2003.
A Agência Internacional de Energia Atômica havia alertado recentemente em relatório reservado que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan. O material apresenta grau de pureza de até 60%, tecnicamente próximo dos 90% necessários para produção de armas nucleares, aumentando as preocupações da comunidade internacional.
