Prefeito de Cabedelo é afastado pela Polícia Federal em operação pós-eleições
O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo nesta terça-feira (14) após uma operação conduzida pela Polícia Federal. Com a medida, quem deve assumir a Prefeitura Municipal de forma interina é o atual presidente da Câmara do município, José Pereira.
Mudanças no poder municipal após afastamento
José Pereira era vice-presidente da Câmara de Cabedelo e assumiu a presidência quando Edvaldo Neto deixou o Legislativo para ocupar a Prefeitura interinamente. Edvaldo estava no cargo desde 2025, após a cassação do então prefeito André Coutinho (Avante), também suspeito de ligações com facção criminosa.
O afastamento ocorre apenas dois dias após as eleições suplementares de Cabedelo, realizadas no domingo (12), nas quais Edvaldo Neto foi eleito prefeito. O novo prefeito interino, José Pereira, está em seu terceiro mandato como vereador, tendo sido eleito em 2012, 2020 e 2024. Em 2016, tentou a reeleição, mas ficou na suplência.
Repercussões políticas e judiciais
Com a saída de José Pereira para assumir a Prefeitura, Wagner do Solanense (PV), 2º vice-presidente da Câmara Municipal, deve assumir a presidência do Legislativo de forma interina. Embora a diplomação do prefeito e vice eleitos estivesse marcada para 25 de maio, o afastamento de Edvaldo Neto, vencedor do pleito, gera incertezas.
Há divergências entre especialistas sobre se o vice eleito, Evilásio Cavalcanti, será empossado até 28 de maio ou se novas eleições serão convocadas. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso.
Detalhes da operação da Polícia Federal
A operação resultou no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão, incluindo um apartamento do prefeito Edvaldo Neto em Intermares. A Polícia Federal não detalhou o material apreendido durante as ações.
Além do afastamento do prefeito, outros servidores públicos foram afastados por determinação judicial, com o objetivo de preservar a investigação e impedir a continuidade de condutas ilícitas. Segundo as investigações, um consórcio envolvendo políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.
O caso destaca a tensão política em Cabedelo, com mudanças rápidas no poder e investigações em andamento que podem impactar o futuro administrativo da cidade.



