Operação Cortina de Fumaça mira quadrilha que causou prejuízo de R$ 132 milhões
Operação Cortina de Fumaça: quadrilha causou prejuízo de R$ 132 milhões

Operação Cortina de Fumaça desarticula esquema de sonegação fiscal em Pernambuco

Uma quadrilha especializada em crimes contra a ordem tributária, lavagem de capitais e falsidade ideológica foi alvo da Operação Cortina de Fumaça, deflagrada na manhã desta quarta-feira (6) em quatro cidades de Pernambuco. O prejuízo causado pelo grupo ultrapassa R$ 132 milhões.

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Recife e Camaragibe, na Região Metropolitana, além de Caruaru e Bezerros, no Agreste do estado. A operação também incluiu ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, monitoramento eletrônico e suspensão do exercício de atividade comercial das empresas envolvidas.

As medidas foram expedidas pela Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. A investigação, iniciada em junho de 2023, foi conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco (Cira), composto pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Secretaria de Defesa Social (SDS), Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria da Fazenda (Sefaz).

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Esquema de fraude fiscal

Segundo o Cira, a quadrilha criava empresas fictícias para a prática reiterada de sonegação fiscal, emitindo notas fiscais para acobertar a circulação de mercadorias vendidas por terceiros sem documentação idônea. O grupo prestava serviços ilegais para regularizar estoques de outros contribuintes que adquiriam mercadorias sem notas fiscais ou simulavam vendas de produtos que nunca adquiriram.

O objetivo era justificar gastos que não ocorreram ou fabricar créditos tributários fictícios, com a finalidade de suprimir impostos. O somatório dos débitos fiscais constituídos das empresas laranjas e de outras supostamente regulares ultrapassa R$ 132.027.362,04, além de outros lançamentos tributários em processamento.

Mais detalhes sobre a investigação e a operação serão divulgados em coletiva de imprensa na quinta-feira (7), no bairro de São José, Centro do Recife, conforme informou o MPPE.

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