Governo autoriza nomeação de 3.147 aprovados no Concurso Nacional Unificado
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou, nesta quarta-feira (22), a nomeação de 3.147 candidatos aprovados na segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). Cada órgão federal beneficiado é responsável por gerir suas próprias convocações e posses, marcando um passo significativo na recomposição do quadro de servidores públicos federais.
Distribuição de vagas entre órgãos federais
Entre as 34 instituições contempladas, o próprio MGI concentra o maior volume de vagas, com 1.250 oportunidades, destinadas principalmente a cargos que podem atuar em mais de um órgão ou entidade da administração pública federal. Em segundo lugar aparece o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com 300 vagas.
A lista completa de todos os cargos inclui uma ampla variedade de órgãos, demonstrando a abrangência do concurso:
- Agência Nacional do Cinema (Ancine): 10 vagas
- Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): 16 vagas
- Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): 70 vagas
- Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): 50 vagas
- Agência Nacional de Mineração (ANM): 80 vagas
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS): 20 vagas
- Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq): 30 vagas
- Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT): 50 vagas
- Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): 14 vagas
- Imprensa Nacional (IN): 14 vagas
- Ministério das Cidades (MCID): 15 vagas
- Comando da Aeronáutica (C.Aer): 90 vagas
- Comando do Exército (C.Ex): 131 vagas
- Comando da Marinha (CM): 140 vagas
- Hospital das Forças Armadas (HFA): 127 vagas
- Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA): 64 vagas
- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): 60 vagas
- Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA): 32 vagas
- Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro): 65 vagas
- Ministério do Turismo (MTur): 8 vagas
- Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI): 50 vagas
- Fundação Cultural Palmares (FCP): 10 vagas
- Fundação Nacional das Artes (Funarte): 28 vagas
- Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj): 20 vagas
- Fundação Biblioteca Nacional (FBN): 14 vagas
- Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap): 21 vagas
- Instituto Brasileiro de Museus (Ibram): 28 vagas
- Ministério da Fazenda (MF): 30 vagas
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR): 10 vagas
- Instituto Nacional do Câncer (INCA): 78 vagas
- Instituto Nacional de Cardiologia (INC): 75 vagas
- Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into): 94 vagas
- Instituto Evandro Chagas (IEC): 28 vagas
- Centro Nacional de Primatas (Cenp): 25 vagas
Contexto e objetivos do CNU
O governo criou o CNU com o objetivo de recompor o quadro de servidores, em um contexto de redução de quadros nos últimos anos e de expectativa de mais de 70 mil aposentadorias no serviço público federal até 2030. Esta iniciativa busca fortalecer a administração pública diante de desafios demográficos e estruturais.
Diversidade e alcance geográfico
O CNU registrou em sua primeira edição que 48,4% das pessoas aprovadas eram mulheres e 40,5% das pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência. Além disso, os aprovados vêm de 578 cidades diferentes, em todos os estados mais o Distrito Federal, refletindo uma ampla representação territorial.
Processo seletivo e participação
O concurso foi realizado em duas fases, nos dias 5 de outubro e 7 de dezembro de 2025, e registrou mais de 760 mil inscrições. O processo mobilizou candidatos de 4.951 cidades e as provas foram aplicadas fisicamente em 228 municípios, demonstrando o grande interesse e a capilaridade do certame em todo o país.
Esta autorização de nomeação representa um marco importante na modernização e no fortalecimento do serviço público federal, atendendo às necessidades de diversas áreas governamentais com novos talentos distribuídos por todo o território nacional.



