Turismo de 'selfie de drones' em favelas do Rio gera empregos e polêmica
Selfie de drones em favelas gera empregos e polêmica no Rio

Turismo de drones em comunidades cariocas movimenta economia local

A prática de "selfies de drones" nas favelas do Rio de Janeiro está se tornando uma atração turística significativa, gerando oportunidades de emprego para moradores locais. Na Rocinha, maior comunidade da capital fluminense, a demanda por esses registros aéreos é tão alta que a fila de espera para filmagens pode chegar a impressionantes duas horas durante os horários de pico.

Viralização nas redes sociais impulsiona atividade

Os vídeos e fotografias capturados por drones na Rocinha têm viralizado amplamente nas plataformas digitais, atraindo visitantes curiosos em busca de ângulos únicos e panorâmicas espetaculares da paisagem urbana. Essa exposição virtual transformou-se em um movimento econômico concreto, com moradores oferecendo serviços como:

  • Guias turísticos especializados
  • Operadores de drones certificados
  • Assistentes de filmagem e fotografia
  • Vendedores de lembranças e artesanato local

Críticas apontam romantização da realidade

Entretanto, essa atividade turística não está livre de controvérsias. Diversos setores da sociedade criticam a possível romantização da pobreza e da criminalidade que caracterizam muitas comunidades cariocas. Especialistas alertam que a comercialização de imagens aéreas pode criar uma narrativa distorcida, minimizando os desafios sociais enfrentados diariamente pelos residentes.

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Os defensores do turismo comunitário argumentam que essa iniciativa representa uma fonte legítima de renda em áreas historicamente marginalizadas, promovendo inclusão econômica e valorizando a cultura local. O debate continua acalorado, refletindo as complexidades do desenvolvimento urbano no contexto das grandes metrópoles brasileiras.

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