O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, anunciou a interlocutores sua intenção de nomear mais mulheres para cargos de comando em ministérios e outros órgãos federais, caso vença as eleições de 2026. A meta é superar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio pai, Jair Bolsonaro, no número de mulheres na Esplanada dos Ministérios. Além disso, o parlamentar pretende reduzir a presença de militares em postos estratégicos da máquina pública, caso derrote o petista no segundo turno.
Estratégia para atrair eleitorado feminino
A proposta de ampliar a participação feminina no governo faz parte de uma estratégia da equipe de campanha para conquistar o voto das mulheres, consideradas decisivas na disputa presidencial. Pesquisas recentes indicam que as mulheres, que representam a maioria da população e do eleitorado brasileiro — dos quase 159 milhões de votantes, 82,8 milhões são mulheres —, terão papel crucial nas urnas. Atualmente, Flávio aparece empatado com Lula nas simulações de segundo turno e busca capitalizar a desaprovação ao governo petista, apresentando-se como um político moderado, em contraste com a imagem de seu pai, frequentemente associada à misoginia.
Medidas para se distanciar da herança paterna
Para se afastar dessa herança, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece ao lado da esposa, Fernanda, e menciona as filhas, detalhando sua vida familiar. Outra iniciativa em estudo é a escolha de uma mulher para compor a chapa presidencial como vice. Embora ainda não tenha batido o martelo, o senador cogita nomes como o da vereadora Priscila Costa (PL), pré-candidata ao Senado pelo Ceará, e o da senadora Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro.
A promessa de mais mulheres e menos militares no governo reflete a tentativa de Flávio Bolsonaro de construir uma imagem própria, moderada e renovada, capaz de atrair eleitores que rejeitam o estilo radical do ex-presidente. A estratégia, no entanto, depende da aprovação interna no PL e da reação do eleitorado feminino, que será determinante para o resultado das eleições.



