Governo e estados fecham acordo para reduzir preço do diesel após mudança do DF
Acordo busca reduzir preço do diesel com adesão do Distrito Federal

Governo federal e estados selam acordo para conter alta do diesel

O governo federal e os estados anunciaram, nesta terça-feira (31), um acordo com o objetivo de reduzir o preço do diesel em todo o país. A medida surge em um momento de tensão no mercado de combustíveis, com aumentos consecutivos pressionando o custo de vida da população.

Distrito Federal reverte posição e adere ao pacto

Inicialmente, o Governo do Distrito Federal (GDF) havia informado que não participaria da iniciativa. No entanto, em uma reviravolta, divulgou uma nota nesta quarta-feira confirmando a adesão. A mudança ocorreu após conversas entre a governadora Celina Leão e o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A justificativa para a nova posição foi a "dependência do Distrito Federal do abastecimento externo e do transporte rodoviário", fatores que impactam diretamente os custos logísticos, a inflação regional e os preços ao consumidor.

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Detalhes do projeto federal

O acordo prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido até o final de maio. Desse valor, R$ 0,60 serão custeados pela União e R$ 0,60 pelos estados, de forma proporcional ao volume consumido em cada unidade federativa.

O novo ministro da Economia, Dario Durigan, destacou que a medida busca aliviar a carga tributária sobre o combustível, que representa cerca de 40% do preço final ao consumidor.

Contexto de aumentos e pressão do setor

No mesmo dia do anúncio do acordo, representantes dos postos de combustível relataram novos reajustes no Distrito Federal: alta de R$ 0,05 no litro da gasolina e R$ 0,15 no diesel.

Paulo Tavares, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do DF (Sindicombustíveis), havia alertado que a negativa inicial do GDF poderia levar a mais aumentos. Ele defendeu a participação de todos os estados, argumentando que o diesel é um dos produtos mais afetados pela tributação e que o DF responde por aproximadamente 30% do consumo nacional.

Cenário nacional e influências externas

A recente escalada das tensões geopolíticas e seus reflexos no mercado internacional de petróleo já impactam os preços dos combustíveis no Brasil. Embora não haja risco de desabastecimento, a alta global do petróleo e fatores internos seguem pressionando gasolina, etanol e diesel.

Levantamento do Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara aponta que, em fevereiro, os preços dos combustíveis registraram variações influenciadas por questões nacionais e sazonais, como mudanças tributárias e menor oferta de cana-de-açúcar. No período, etanol e gasolina tiveram alta, enquanto o gás de cozinha apresentou queda.

Esforço conjunto e expectativas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta quarta-feira, a necessidade de um acordo com os governadores para enfrentar a crise. A adesão do Distrito Federal é vista como um passo importante para a efetividade do pacto, que visa mitigar os efeitos da alta dos combustíveis na economia local e nacional.

O monitoramento dos preços continua a cargo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com análises regulares sobre o comportamento do mercado.

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